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Notícias

Abrasco participa de Audiência Pública em Lagoa da Confusão, no Tocantins

Academia e movimentos sociais juntos para melhorar a qualidade da saúde dos trabalhadores do interior do país. A força dessa ideia ganhou materialidade ontem, 13 de agosto, na primeira audiência pública entre poderes instituídos, trabalhadores e movimentos sociais do município de Lagoa da Confusão, no Tocantins. Cerca de cem pessoas, entre pesquisadores, membros do Ministério Público, trabalhadores agrícolas e do setor do turismo, estudantes e demais funcionários públicos debateram os impactos nocivos do agronegócio à saúde humana e a importância da constituição de um plano participativo para trazer benefícios à saúde dos trabalhadores e do ambiente.

Conhecida por ser a porta de entrada do Parque Nacional do Araguaia e da Ilha do Bananal, Lagoa da Confusão não se destaca apenas pelo ecoturismo e por suas riquezas naturais: o município é também um dos maiores produtores e beneficiadores de grãos do Estado. A produção se concentra em aproximadamente 46 grandes fazendas que atraem mão de obra do Paraguai na época da colheita, fazendo a população local saltar de 10 mil para 18 mil habitantes durante a safra. Condições precárias e análogas ao trabalho escravo já foram identificadas entre os anos de 2007 e 2014. A alta produtividade carrega consigo o largo de uso de agrotóxicos. Nos últimos anos, foram notificadas seguidas intoxicações, além de mortes não identificadas na última colheita.

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O mais novo fantasma da Monsanto

Estudo sugere: doença ainda inexplicada, que destrói rins e já matou milhares de agricultores, pode estar relacionada ao glifosato, herbicida-líder da transnacional

Por Jeff Ritterman, no Truthout | Tradução Maria Cristina Itokazu

O herbicida Roundup, da Monsanto, foi vinculado à epidemia de uma misteriosa doença renal fatal que apareceu na América Central, no Sri Lanka e na Índia.

Há anos, os cientistas vêm tentando desvendar o mistério de uma epidemia de doença renal crônica que atingiu a América Central, a Índia e o Sri Lanka. A doença ocorre em agricultores pobres que realizam trabalho braçal pesado em climas quentes. Em todas as ocasiões, os trabalhadores tinham sido expostos a herbicidas e metais pesados. A doença é conhecida como CKDu (Doença Renal Crônica de etiologia desconhecida). O “u” (de “unknown”, desconhecido) diferencia essa enfermidade de outras doenças renais crônicas cuja causa é conhecida. Poucos profissionais médicos estão cientes da CKDu, apesar das terríveis perdas impostas à saúde dos agricultores pobres, de El Salvador até o sul da Ásia.

Catharina Wesseling, diretora regional do Programa Saúde, Trabalho e Ambiente (Saltra) na América Central, pioneiro nos estudos iniciais sobre o surto ainda não esclarecido na região, diz o seguinte: “Os nefrologistas e os profissionais da saúde pública dos países ricos não estão familiarizados com o problema ou duvidam inclusive que ele exista”.

Wesseling está sendo diplomática. Na cúpula da saúde de 2011, na cidade do México, os EUA rechaçaram uma proposta dos países da América Central que teria listado a CKDu como uma das prioridades para as Américas.

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O apelo de cientistas ao Papa contra os transgênicos

"A questão dos transgênicos não é apenas um debate científico e técnico, também tem fortes implicações econômicas e políticas. No entanto, muitos cientistas que defendem os cultivos transgênicos escondem a maior parte de seus problemas e incertezas científicas, assim como o feito de que com os transgênicos, as grandes corporações de agronegócio avançam para o controle absoluto do sistema agroalimentar", escrevem cientistas em carta enviada ao Papa Francisco juntamente com um documento que pode ser lido aqui.

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Veneno 2 estreia em São Paulo

Do Comitê SP:

É com alegria que convidamos todos vocês para virem assistir conosco O Veneno Está Na Mesa 2, o novo documentário feito pelo Silvio Tendler em sintonia com a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida e o Cine Crisantempo. Dessa vez, Silvio, sempre um mestre em sua arte e um ativista dedicado, não se contentou em abordar o drama do envenenamento no campo, mas foi atrás das soluções, percorrendo o país para registrar iniciativas agroecológicas que crescem cada vez mais.

Depois da sessão, teremos a oportunidade de conversar com ele e saber como foi essa experiência e o que podemos fazer para transformar de vez esse cenário e garantir a VIDA livre de substâncias tóxicas na terra e no que nos alimenta.

Haverá sorteio de DVDs do filme!

Data: 6 de agosto de 2014 as 20hs

Local: Cineclube Socioambiental Crisantempo – Rua Fidalga, 521, Vila Madalena

Link do evento: https://www.facebook.com/events/1485850094987434/?fref=ts

Entrada gratuita e solidária, senhas uma hora antes

Venham e convidem suas redes, vamos juntos semear uma nova sociedade,

Saudações ecosolidárias,

Moção de Solidariedade Da CLOC-LVC ao Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA

Nós, dirigentes de 21 organizações, provenientes de 15 países, membros da CLOC – Via Campesina, reunidos em San Salvador – El Salvador, para dar continuidade ao processo de construção de nosso VI Congresso que se realizará em Buenos Aires – Argentina, entre os dias 10 e 17 de abril de 2015, vimos manifestar nossa solidariedade ao Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA, que nos últimos dias tem sido vitima de uma ofensiva judicial por parte da transnacional Monsanto.

 Tal empresa representa ao interesses do capital no campo através do agronegócio que vem contaminando a terra, a água, destruindo a biodiversidade, impondo as sementes transgênicas e agrotóxicos, e expulsando milhões de camponeses e povos originários dos seus territórios ancestrais.

 Esta empresa em vários estados do Brasil entrou com ações judiciais contra companheir@s do MPA, acusando-lhes de preparar ações de “invasão” al patrimônio da empresa, entre outras acusações. Estes processos judiciais contra estes companheiros representam em parte uma parte das injustiças cometidas pela Monsanto nos países onde atua, bem como o processo de criminalização das lutas populares.

Assim, reafirmamos enquanto CLOC-Via Campesina que a Monsanto representa um projeto de morte e um perigo para a soberania alimentar dos nossos países, enquanto o MPA e a Via Campesina do Brasil representam o projeto de produção de alimentos saudáveis em convívio com a biodiversidade, o que se consolida na Agroecologia como proposta política e produtiva para o mundo, em outras palavras, representam a construção da soberania alimentar e portanto merecem todo o apoio e solidariedade de nossas organizações e países.

CONTRA O SAQUEO DO CAPITAL E DO IMPERIO, AMÉRICA LUTA!

PELA TERRA E ASOBERANÍA DE NOSSOS POVOS, AMÉRICA LUCHA!

O Veneno está na Mesa 2 será lançado em Recife

Na próxima segunda-feira (04/08), em Recife, será lançado no Cinema São Luiz o filme “O veneno está na mesa 2”, do diretor Silvio Tendler. A sessão será às 19 horas, com entrada franca.

Após a exibição haverá um debate sobre os impactos dos agrotóxicos no meio ambiente e na saúde. O lançamento é um realização da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos de Pernambuco e da Mostra Ambiental do Recife (MARE).

No primeiro filme, O Veneno Está na Mesa 1, Tendler fez uma pesquisa intensiva por todo o país para demonstrar os danos que o atual modelo de agricultura causa na saúde não só de consumidores, mas dos agricultores envolvidos no processo de produção de alimentos, que ficam constantemente expostos aos insumos químicos e agrotóxicos usados nos plantios. 

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Caso Zé Maria: interrogatório dos réus

No próximo dia 31 de julho, às 9h, na sede da Justiça Estadual de Limoeiro do Norte, será realizado o interrogatório dos réus no processo que apura o assassinato de José Maria Filho, o Zé Maria do Tomé.
 
Zé Maria foi executado em 21 de abril de 2010, com mais de 20 tiros à queima roupa, em típica ação de pistolagem, na localidade de Tomé, município de Limoeiro do Norte, Ceará, próximo à sua residência. Liderança comunitária e ambientalista, Zé Maria foi assassinado por denunciar as consequências da pulverização aérea de agrotóxicos e irregularidades na concessão de terras nos perímetros irrigados da região da Chapada do Apodi.
 
O homicídio ocorreu meses após a promulgação, em 20 de novembro de 2009, da lei municipal de nº 1.278/2009, que proibia a pulverização aérea de agrotóxicos no município de Limoeiro do Norte. Essa iniciativa inédita foi resultado da pressão de organizações, movimentos populares e pesquisadores, e ganhou repercussão internacional, ao banir a pulverização aérea de agrotóxicos. As empresas do agronegócio da região não cumpriam o disposto na Lei 1.278/2009 e então José Maria Filho tornou-se a principal voz nas denúncias sobre as ilegalidades.

Pesquisadores da UFRPE denunciam uso de agrotóxico no campus Recife

Produto proibido pela Anvisa foi usado em horta do Depto. de Agronomia. Processo foi iniciado para que agrotóxicos sejam proibidos no campus.

Do G1-PE

Pesquisadores da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) denunciaram o uso de um agrotóxico proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em uma horta do Departamento de Agronomia, no Campus Recife, bairro de Dois Irmãos, Zona Norte da capital. O problema foi mostrado pelo NETV 2ª Edição desta sexta-feira (18).

 

O Núcleo de Agroecologia e Campesinato da universidade registrou o uso do glifosato a poucos metros de córregos que desaguam no Rio Capibaribe. De acordo com o coordenador do Núcleo, Francisco Roberto Caporal, a Anvisa proíbe o uso deste herbicida em áreas urbanas.

 

Após verificarem que o produto estava sendo utilizado na horta, foi iniciado um processo pedindo a proibição do uso de agrotóxicos no Campus Recife. “Nós achamos que a universidade precisa dar o exemplo para a comunidade, protegendo o meio ambiente”, pontua Caporal.

 

A denúncia feita junto à reitoria da UFRPE não foi a única medida tomada pelo Núcleo. Um seminário realizado na universidade reuniu professores, alunos, pesquisadores, gestores públicos, agricultores e indígenas. Na pauta, a discussão sobre o uso de agrotóxicos, seja dentro ou fora do campus. Além disso, também debateu-se os efeitos para a saúde de todos os envolvidos na utilização desses produtos: quem aplica os venenos, quem está exposto aos riscos em áreas próximas e quem consome alimentos.

 

“É importante ressaltar que qualquer agrotóxico pode causar danos à saúde, independente da classificação toxicológica. Todos são tóxicos”, explica a gerente de Saúde do Trabalho da Secretaria Estadual de Saúde, Aline Rangel. “Existem efeitos que aparecem mais imediatamente após uma exposição, que são os efeitos agudos, como dor de cabeça e vômito, a efeitos que aparecem mais tardiamente, como o câncer”, completa.

Juventude do campo escracha mercado de agrotóxicos em Rondônia

Por Maura Silva
Da Página do MST

Cerca de 100 jovens da Via Campesina presentes no Acampamento Estadual da Juventude, em Rondônia, realizaram um ato pela Reforma Política e escracharam a Casa da Lavoura, mercado que vende agrotóxicos, na manhã desta quarta-feira (10).

Músicas, faixas e panfletos foram algumas das ferramentas utilizadas pela juventude, que se dividiram em três frentes e ocuparam todos os espaços da cidade para denunciar os limites do atual sistema político, a precariedade da educação no campo e apontar os males causados pelos venenos agrícolas. 

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Seminário denuncia usa de agrotóxicos na Universidade Federal Rural de Pernambuco

O Núcleo de Agroecologia e Campesinato – NAC registrou e fotografou o uso do herbicida glifosato dentro do Campus da UFRPE. Este veneno, proibido pela ANVISA para uso em zona urbana, está sendo usado em áreas próximas ao Departamento de Engenharia Florestal, do Laboratório de Solos, do Departamento de Tecnologia Agrícola, CEAGRI I e II, do restaurante da Associação dos Professores (Mesa Farta) e da Casa dos Estudantes. Além deste veneno são usados outros pesticidas aqui na Universidade.

No dia 18 de julho será realizado um seminário sobre agrotóxicos e saúde organizado pelo NAC, DCE e ADUFRPE. Confira a programação:

Local: Salão Nobre da UFRPE
Horário: 8:30h
- Palestrante: Aline Gurgel - Gerência de Atenção a Saúde do
Trabalhador - Secretaria Estadual de Saúde
- Depoimentos: Agricultores Clóvis de Barros Luna (Lajedo) e Elias
Soares Carneiro (Ribeirão)
- Exibição do filme: O Veneno está na Mesa 2, de Silvio Tendler
Local: Salão Nobre - UFRPE

11:30h: ENTREGA DE UM DOSSIÊ para a Reitoria da UFRPE com informações sobre os perigos e os impactos dos agrotóxicos e entrega de um abaixo assinado realizado pela comunidade acadêmica solicitando a proibição do uso dos agrotóxicos dentro do Campus da UFRPE

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Fumigación prohibida

Página 12

La Comisión de Agricultura de la Cámara baja le dio ayer dictamen de mayoría al proyecto de fitosanitarios, que prohíbe la fumigaciones aéreas en todo el territorio provincial. El autor de la inciativa es el diputado José María Tessa (Nuevo Encuentro) y contó con las firmas de Eduardo Toniolli, Jorge Abello, Darío Vega y Oscar Danielle. Las principales modificaciones que se plantean a la ley son "la prohibición de las fumigaciones aéreas en toda la provincia; restringir las fumigaciones terrestres a una distancia no menor a 800 metros de centros poblados y zonas sensibles, y de 1000 metros de escuelas rurales; y priorizar las áreas libres de agroquímicos para la producción de alimento humano y de agricultura familiar y agroecológica", según explicó Tessa quien consideró este trámite como "un paso gigantesco".

A su vez, el proyecto prevé regulaciones a la venta de agroquímicos, a la utilización en plantas de acopio, en banquinas y sobre el destino de los envases, entre otros puntos.

El trámite que se cumplió es solo en la primera de las comisiones: ahora le restan la de Medio ambiente, Presupuesto y Constitucionales.

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MPA lança cartilha sobre agrotóxicos

O Movimento dos Pequenos Agricultores divulga uma cartilha elaborada pelo militante Cléber Folgado que pretende ser um instrumento de formação sobre agrotóxicos em várias dimensões. A cartilha aborda desde o histórico de uso de agrotóxicos no Brasil, o modelo do agronegócio e a questão dos agrotóxicos como calcanhar de aquiles deste modelo. 

Assim, a Cartilha aprofunda faces dos problemas causados pelos agrotóxicos na saúde, meio-ambiente, na economia, além dos graves problemas sociais que englobam todos os outros. Também é discutido o papel da ciência na luta contra os venenos. O documento traz ainda algumas informações sobre as empresas de agrotóxicos, transgênicos e sementes, além de detalhar o sistema de registro de agrotóxicos no Brasil.

O texto levanta a questão dos agrotóxicos enquanto agentes de uma violação sistêmica de direitos humanos em vários aspectos, coloca a Campanha Contra os Agrotóxicos como uma ferramenta a mais nesta luta.

Baixe a cartilha aqui.

Estudo sobre agrotóxicos no Brasil mostra a gravidade da situação

Nota da Campanha: Mesmo entendendo a importância deste estudo, a Campanha compreende que não pode haver uso sustentável de agrotóxicos e não existe nível de segurança aceitável para utilização deste tipo de substância, como coloca o relatório. Os avanços citados pela matéria são duvidosos, como por exemplo o Sistema de Informações sobre Agrotóxicos, que não existe. Finalmente, o conceito de avaliação de risco, enaltecido no estudo, aceita que um percentual da população seja intoxicada; nós não.

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O panorama da contaminação ambiental por agrotóxicos e nitrato de origem agrícola no Brasil, entre 1992 a 2011, foi analisado pelos pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) Marco Gomes e Robson Barizon e disponibilizado para download.

Conforme os autores, “o objetivo foi obter um diagnóstico mais próximo da realidade sobre a presença e contaminação do solo e da água para que sirva de alerta, e principalmente, de apoio às iniciativas direcionadas ao controle e uso racional dessas substâncias. A publicação também apresenta relatos de várias ocorrências nas cinco regiões brasileiras, com ênfase para as áreas rurais, em um cenário que, se ainda não é alarmante, remete à necessidade de reflexão e de tomada de atitude no sentido de evitar que se torne crítico”.

Região Sudeste

Os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro são os que mais apresentam casos de ocorrência de organoclorados, embora proibidos há alguns anos no Brasil. No caso do estado de São Paulo, estudos em sedimentos de 11 córregos da região central identificaram a presença de 16 organoclorados.

Em relação ao estado de Minas Gerais, um estudo na cidade de Viçosa revelou a presença dos organoclorados BHC e DDT em sedimentos do Ribeirão São Bartolomeu, além da presença de Heptacloro epóxido, Endrin e DDT.

Estudo realizado no Parque Estadual Terras Alto Ribeira (Petar) localizado no Vale do Ribeira, analisou amostras de água, sedimento e peixe no período das chuvas em janeiro de 2000 e seus resultados indicaram que a fauna do Petar está exposta a diferentes agrotóxicos que se encontram dissolvidos na água ou presentes no sedimento, sendo que dos 20 detectados, sete foram considerados altamente tóxicos para peixes e outros organismos aquáticos.

No estado do Rio de Janeiro as atividades agrícolas estão concentradas na região serrana, com a presença constante de situações de risco de contaminação ambiental por agrotóxicos. Outro estudo detectou concentrações de agrotóxicos anticolinesterásicos em valores até oito vezes acima do limite permitido pela legislação brasileira em dois pontos de um importante curso hídrico regional.

Quando se trata de aquíferos menos profundos, a exemplo do Bauru, que é do tipo livre, onde a recarga é direta, os riscos de contaminação são elevados.

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Goiás realiza seminário nacional sobre agrotóxicos e direitos humanos

Entre os dias 25 a 28 de junho acontece na cidade de Goiás o I SEMINÁRIO NACIONAL: AGROTÓXICOS, IMPACTOS SOCIOAMBIENTAIS E DIREITOS HUMANOS e o III Seminário Goiano da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida. O evento ocorre na Universidade Estadual de Goiás/Campus de Goiás.

Confira a programação:

26/06/2014 (Quinta-Feira)
9:00 às 17:00 horas: Espaços de Diálogo (ED)
ED 1: Agronegócio e Agrotóxicos: entre o Marco Legal e os Direitos Humanos
ED 2: Agrotóxicos e Impactos Socioambientais
ED 3: Soberania Alimentar, Saúde e Agrotóxicos
ED 4: Agroecologia, Educação do Campo e Resistência Popular aos Agrotóxicos
19:00 às 22:00 horas: Mesa Redonda – Agrotóxicos, Impactos Socioambientais e Saúde
Prof. Dr. Wanderlei Antônio Pignati (UFMT)
Prof. Dr. José Maria Gusman Ferraz (UFSCAR)
Representante do Ministério da Saúde (ANVISA)
Representante do Ministério Meio Ambiente (MMA)
Luiz Zarref (Via Campesina) (a confirmar)

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MPT consegue liminar obrigando a Veracel Celulose a adotar normas de segurança

A Justiça do Trabalho determinou ontem (21/05/2014) que a Veracel Celulose S.A. passe a cumprir imediatamente normas de saúde e segurança do trabalho em suas atividades de manejo de cultura de eucalipto, com aplicação e guarda de agrotóxicos e no viveiro de plantas. A decisão atende pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT), que ajuizou ação civil pública na Vara do Trabalho de Eunápolis, extremo sul da Bahia, no último dia 7 de maio, pedindo o cumprimento das normas e ainda uma indenização por danos morais coletivos de R$5 milhões. A liminar determina o imediato atendimento das medidas e estabelece multa de R$50 mil por cada um dos 18 itens em caso de descumprimento, podendo dobrar esse valor em caso de reincidência.

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Cascavel realiza Seminário sobre agrotóxicos

No dia 25 de junho, será realizado em Cascavel o Seminário Agrotóxicos, Saúde e Ambiente. A atividade ocorre na Unioeste, e tem apoio do governo do estado e do INCA. A Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos participa com a exibição do filme O Veneno está na Mesa 2, e realiza um debate ao final do dia indicando as principais ações na luta contra os venenos.

Deputado Edegar Pretto é contrário a decisão da Justiça que libera a comercialização de agrotóxicos no RS

168858_G - Cópia O líder da bancada do PT na Assembleia, deputado Edegar Pretto, fez pronunciamento contrário a decisão da Justiça gaúcha que liberou provisoriamente a comercialização de agrotóxicos que têm em sua formulação o princípio ativo Paraquat, substância criada no Reino Unido e retirada do mercado europeu por ser considerada extremamente tóxica.

O deputado enfatizou que uma das alegações apresentadas pela empresas ao Poder Judiciário é que a legislação do Estado traz prejuízos econômicos às suas atividades. Pretto lembrou que a Lei Estadual nº 7747/1982, que regulamenta o uso de agrotóxicos e outros biocidas no estado, proíbe o uso, no Rio Grande do Sul, de produtos proibidos em seu país de origem.

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O Veneno Está na Mesa II é lançado na 13a Jornada de Agroecologia no Paraná

por Natália Almeida, da Campanha Contra os Agrotóxicos - Foto: Leandro Taques

A partir dessa quarta-feira (04/06), às 10h, até sábado (07/06), a Escola Milton Santos (EMS), em Maringá, região noroeste do Paraná, receberá os participantes da 13ª Jornada de Agroecologia. O evento, realizado por mais de dez organizações e movimentos sociais do campo e da cidade que compõem a Via Campesina, reunirá aproximadamente 2500 camponeses e camponesas, professores, pesquisadores e estudantes para debater a Agroecologia.

Com o objetivo de consolidar um Projeto Popular e Soberano para a Agricultura, criando também um espaço para mobilização, estudo e troca de experiências, a Jornada terá esse ano duas grandes conferências, uma marcha, 45 oficinas, seis seminários, feira da Reforma Agrária, noite de integração e cultura camponesa, partilha das sementes, ato político.

No primeiro dia da Jornada, além da abertura e do debate sobre "O Projeto do Capital para a Agricultura" realizado por Darci Frigo, da Terra de Direitos, o lançamento do documentário “O Veneno está na mesa II”, do diretor Sílvio Tendler, reuniu todos os participantes do evento. Cerca de 2 mil pessoas, camponeses de todo o Brasil, assistiram ao filme e, de pé, tendo uma cópia do filme em mãos (produzida pela organização do evento para cada participante), reforçaram seus compromissos na luta contra os agrotóxicos, na realização das exibições do filme e na animação dos comitês locais da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida.

O documentário foi apresentado na tarde de quarta-feira (04/06), às 16h30, e contou também com a participação de Alfredo Benatto, representante da Secretaria de Saúde do Paraná (SESA- PR). Para Alfredo "Todos nós aqui, já somos especialistas. Já sabemos há anos que o veneno mata. Temos que desvencilhar a agricultura do veneno. Temos que dizer para a sociedade que produzir comida não tem nenhuma relação com o uso de veneno", reforça Benatto.

A Jornada de Agroecologia vai até o dia 07 de junho. Acompanhe: http://jornadaagroecologia.com.br/

Sindicato analisa o problema dos agrotóxicos no Brasil

Em debate com o Engenheiro Agrônomo Gabriel Sollero, diretoria do Sindicato, militantes e sindicalistas do ABC analisaram impactos dos agrotóxicos aos trabalhadores e ao meio-ambiente

O Sindicato promoveu em 12/5 debate com Gabriel Sollero, engenheiro agrônomo formado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (ESALQ-USP) e membro da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida. O encontro analisou o uso de agrotóxicos no Brasil e suas conseqüências para o modelo agrícola, afetando os trabalhadores do campo, os consumidores e o meio-ambiente.

Como lembrado na abertura do debate por Paulo Lage, presidente do Sindicato, “os Químicos do ABC tem histórica e pioneira atuação de luta pela melhoria das condições de trabalho na indústria química. Fizemos em agosto de 1984 a primeira greve no Brasil por melhores condições de trabalho, na empresa Ferro Enamel, por conta da contaminação com chumbo. Desde esse movimento vitorioso, dezenas de outras lutas se seguiram e essa campanha contra os agrotóxicos faz parte desta trajetória”.

 

Nesse sentido, no XI Congresso da categoria, realizado em março de 2013, e que teve por tema o desenvolvimento sustentável, as delegadas e os delegados aprovaram moção em que manifestaram total apoio à Federação dos Trabalhadores do Ramo Químico da CUT no Estado de São Paulo (FETQUIM) em sua decisão de participar da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida. Diz a moção: “Mais uma vez, a FETQUIM oferece à sociedade e ao Movimento Sindical em particular, exemplo de ousadia e compromisso efetivo com o desenvolvimento sustentável, baseado em condições saudáveis de trabalho e alimentação”.

Em sua apresentação, Sollero informou que o Brasil é o campeão mundial na utilização de agrotóxicos no cultivo de alimentos. Cerca de 20% dos pesticidas fabricados no mundo são despejados anualmente em nosso país. São cerca de 853 milhões de litros ao ano: 4,5 litros por brasileiro.

Segundo Sollero, “não detemos apenas o recorde quantitativo, mas vivemos o drama de autorizarmos o uso das substâncias mais perigosas, já proibidas na maior parte do mundo por causarem danos sociais, econômicos e ambientais”.

Apenas seis empresas concentram 75% do mercado mundial produtor de agrotóxicos. Todas são transnacionais: Syngenta (com matriz na Suíça); Bayer e Basf (Alemanha); Monsanto, Dow e Dupont (Estados Unidos). Para Sollero “o enorme poder destas transnacionais permite que o setor consiga garantir a autorização desses produtos danosos nos países menos desenvolvidos, mesmo que já tenham sido proibidos em seus países de origem. Isso é facilitado no Brasil pela existência da poderosa bancada ruralista no Congresso Nacional”.

Para o agrônomo, “é falsa a idéia de que a produção de alimentos baseada no uso de agrotóxicos é mais barata. Ao contrário, os custos sociais e ambientais são incalculáveis. Somente em tratamentos de saúde há estimativas de que, para cada Real gasto com aquisição de pesticidas, o poder público terá que gastar R$ 1,28 para os cuidados médicos necessários”. Além disso, “está comprovado, em várias regiões do mundo, que não há estabilidade no uso de pesticidas, pois geram pragas cada vez mais resistentes, forçando ao uso de produtos cada vez mais tóxicos”.

Sollero explicou que o modelo do agronegócio, baseado em grandes propriedades e utilização de agrotóxicos, não resolveu e nem irá resolver a questão da fome mundial. “Esse sistema se perpetua com a expansão das fronteiras de cultivo, já que ignora a importância essencial da biodiversidade para o equilíbrio do solo e do clima, fazendo com que as áreas utilizadas se degradem ao longo do tempo. Ele cresce enquanto há novas áreas a serem incorporadas, aumentando a destruição ambiental e o êxodo rural. Não há meio termo nesse setor. É impossível garantir a qualidade, a segurança e o volume da produção de alimentos dentro desse modelo degradante”.

E foi justamente para fomentar esse debate e exigir medidas concretas por parte do poder público que foi criada, em abril de 2011, a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida. Dela participam cerca de 50 organizações sociais, como a Via Campesina, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO) e a já mencionada FETQUIM.

A campanha visa à conquista da verdadeira soberania alimentar, para que o Brasil deixe de ser um mero exportador de commodities (com geração de grandes lucros para uma minoria e imensos danos à população), para se tornar um território em que a produção de alimentos seja realizada com dignidade social de forma saudável.

A campanha propõe duas ações prioritárias:

- Proibição de pulverização aérea de agrotóxicos (15% da área agrícola no Brasil e 30% do volume de agrotóxico utilizado é por meio de pulverização aérea, sobretudo nas monoculturas de soja, algodão e arroz). Cerca de 32% dos agrotóxicos ficam de fato retidos nas plantas. O resto vai para o solo e se espalha pelo vento, afetando a comunidade do entorno de plantações.

- Banimento no Brasil dos agrotóxicos já banidos em dezenas de países do mundo. Entre estes, estão os seguintes princípios ativos: Tricolfon, Abamectina, Acefato, Carbofuran, Forato, Fosmete, Lactofen, Parationa Metílica e Thiram. É fundamental a categoria química estar atenta em relação a estes produtos químicos.

Para Sollero, é preciso buscar solução na transição agroecológica, ou seja, “na gradual e crescente mudança do sistema atual para um novo modelo baseado no cultivo orgânico, mantendo o equilíbrio do solo e a biodiversidade, e redistribuindo a terra em propriedades menores. Isso facilita a rotatividade e o consórcio de culturas, o combate natural às pragas e o resgate das relações entre os seres humanos e a natureza, valorizando o clima e as espécies locais.

Existem muitas experiências bem-sucedidas, em nosso país e em todo o mundo, que comprovam a viabilidade desse novo modelo. Até em assentamentos da reforma agrária há exemplos de como promover a qualidade de vida, a justiça social e o desenvolvimento sustentável”.

Para saber mais, confira o site da campanha na internet: www.contraosagrotoxicos.org

Para assistir “O veneno está na mesa 2”, documentário de Silvio Tendler sobre o problema dos agrotóxicos no Brasil, acesse: http://www.youtube.com/watch?v=fyvoKljtvG4

Após lançamento, O Veneno está na Mesa 2 ganha o Brasil e o Mundo

da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida

Exibição em Novo Hamburgo (RS)

Lançado no dia 16 de abril, no Rio de Janeiro, o filme O Veneno está na Mesa 2 segue em exibições pelo Brasil e pelo mundo. Realizado pelo diretor Sílvio Tendler, o filme foi feito em parceria com a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, e tem como princípio ser um filme livre: pode e deve ser reproduzido e exibido por quem desejar, assim como ocorreu com o primeiro Veneno Está na Mesa.

Do Rio de Janeiro, o filme seguiu para Brasília (DF), onde foi exibido no Museu Nacional para um grande público. De lá, foi para Cuiabá (MT), e passou ainda por Coimbra. Lá houve uma exibição no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, durante a Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária. Na mesma jornada, houve exibições na região metropolitana do RJ.

No início de maio, foi a vez do Rio Grande do Sul assistir ao Veneno está na Mesa 2. Foi realizada uma sessão em São Leopoldo, durante o Seminário Alimento e Nutrição, promovido pela Unisinos. O evento contou com a presença de Dom Mauro Morelli. Em seguida, Novo Hamburgo organizou duas exibições: uma no centro (foto), em conjunto com a Cáritas, Centro de Educação Ambiental Ernest Sarlet e o Coletivo Educador Ambiental, e outra na zona rural, em Lomba Grande. Neste evento, realizado em parceria com a Casa da Lomba, a abertura foi feita pelo coral juvenil "Cantalomba", e ao fim foi feita uma partilha de alimentos agroecológicos trazidos pelos participantes.

O filme segue agora com lançamentos previstos em Porto Alegre (22 de maio), Salvador, Belém, entre vários outros. Está prevista também uma sessão durante o III Encontro Nacional de Agroecologia, em Juazeiro, de 16 a 19 de maio. Através da Campanha, o filme segue cumprindo o que o próprio Silvio Tendler recomenda: "Nós partimos da premissa que nós não vendemos ingresso, a gente faz filme pra ser visto."

Baixe a imagem para gravar um DVD em alta qualidade do filme

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Sessão foi dedicada aos Sem Teto despejado no Rio

Antes do início do lançamento do filme O Veneno está na Mesa 2, foi lida uma carta em homenagem às 5000 famílias violentamente despejadas pela Polícia Militar, pela empresa Oi, e pela Prefeitura do Rio de Janeiro. Até o momento, nenhuma solução foi oferecida às famílias.

Veja a íntegra da carta lida no Teatro Casa Grande:

"Dedicamos esta sessão a todas as trabalhadoras e trabalhadores Sem Teto que até agora ocupam as redondezas da prefeitura e insistem em não abrir mão de seu direito à moradia. Depois de 11 dias acampados num terreno há 15 anos vazio, 5000 pessoas foram massacradas pela polícia carioca no dia 11 de abril. Nunca a tríade "tiro, porrada e bomba" fez tanto sentido para estas pessoas que foram espancadas, intoxicadas, alvejadas, e sobretudo humilhadas na manhã da última sexta-feira.

Assim como nós, da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, responsabilizamos as empresas do agronegócio pela tragédia na saúde pública causada pelos venenos, reconhecemos no massacre de 11 de abril a mão suja do capital. A empresa Oi, concessionária do terreno, que não cumpriu com a função social da terra, e ordenou o despejo das 5000 pessoas no Engenho Novo, tem responsabilidade junto com a prefeitura do Rio de Janeiro nesta tragédia.

Junto à alegria de estarmos lançando o filme neste teatro, manifestamos nosso luto a mais uma injustiça cometida em nome do capital. Esta casa, o Teatro Casa Grande, palco de lutas e resistências durante a ditadura, em favor da democracia e da cultura, nos lembra de nosso dever, como parte dos movimentos sociais, de ocupar todos os espaços possíveis para promover neles o debate e a ação integrada em busca de uma sociedade justa, saudável e solidária.

Por isso, reivindicamos que a área do antigo almoxarifado da Telerj seja destinada à moradia das famílias.

Nossa luta é contra os agrotóxicos, mas sobretudo pela vida digna, saudável e soberana. Todo apoio à luta dos Sem Teto!"

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