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Notícias

Juventude do campo escracha mercado de agrotóxicos em Rondônia

Por Maura Silva
Da Página do MST

Cerca de 100 jovens da Via Campesina presentes no Acampamento Estadual da Juventude, em Rondônia, realizaram um ato pela Reforma Política e escracharam a Casa da Lavoura, mercado que vende agrotóxicos, na manhã desta quarta-feira (10).

Músicas, faixas e panfletos foram algumas das ferramentas utilizadas pela juventude, que se dividiram em três frentes e ocuparam todos os espaços da cidade para denunciar os limites do atual sistema político, a precariedade da educação no campo e apontar os males causados pelos venenos agrícolas. 

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Seminário denuncia usa de agrotóxicos na Universidade Federal Rural de Pernambuco

O Núcleo de Agroecologia e Campesinato – NAC registrou e fotografou o uso do herbicida glifosato dentro do Campus da UFRPE. Este veneno, proibido pela ANVISA para uso em zona urbana, está sendo usado em áreas próximas ao Departamento de Engenharia Florestal, do Laboratório de Solos, do Departamento de Tecnologia Agrícola, CEAGRI I e II, do restaurante da Associação dos Professores (Mesa Farta) e da Casa dos Estudantes. Além deste veneno são usados outros pesticidas aqui na Universidade.

No dia 18 de julho será realizado um seminário sobre agrotóxicos e saúde organizado pelo NAC, DCE e ADUFRPE. Confira a programação:

Local: Salão Nobre da UFRPE
Horário: 8:30h
- Palestrante: Aline Gurgel - Gerência de Atenção a Saúde do
Trabalhador - Secretaria Estadual de Saúde
- Depoimentos: Agricultores Clóvis de Barros Luna (Lajedo) e Elias
Soares Carneiro (Ribeirão)
- Exibição do filme: O Veneno está na Mesa 2, de Silvio Tendler
Local: Salão Nobre - UFRPE

11:30h: ENTREGA DE UM DOSSIÊ para a Reitoria da UFRPE com informações sobre os perigos e os impactos dos agrotóxicos e entrega de um abaixo assinado realizado pela comunidade acadêmica solicitando a proibição do uso dos agrotóxicos dentro do Campus da UFRPE

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Fumigación prohibida

Página 12

La Comisión de Agricultura de la Cámara baja le dio ayer dictamen de mayoría al proyecto de fitosanitarios, que prohíbe la fumigaciones aéreas en todo el territorio provincial. El autor de la inciativa es el diputado José María Tessa (Nuevo Encuentro) y contó con las firmas de Eduardo Toniolli, Jorge Abello, Darío Vega y Oscar Danielle. Las principales modificaciones que se plantean a la ley son "la prohibición de las fumigaciones aéreas en toda la provincia; restringir las fumigaciones terrestres a una distancia no menor a 800 metros de centros poblados y zonas sensibles, y de 1000 metros de escuelas rurales; y priorizar las áreas libres de agroquímicos para la producción de alimento humano y de agricultura familiar y agroecológica", según explicó Tessa quien consideró este trámite como "un paso gigantesco".

A su vez, el proyecto prevé regulaciones a la venta de agroquímicos, a la utilización en plantas de acopio, en banquinas y sobre el destino de los envases, entre otros puntos.

El trámite que se cumplió es solo en la primera de las comisiones: ahora le restan la de Medio ambiente, Presupuesto y Constitucionales.

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MPA lança cartilha sobre agrotóxicos

O Movimento dos Pequenos Agricultores divulga uma cartilha elaborada pelo militante Cléber Folgado que pretende ser um instrumento de formação sobre agrotóxicos em várias dimensões. A cartilha aborda desde o histórico de uso de agrotóxicos no Brasil, o modelo do agronegócio e a questão dos agrotóxicos como calcanhar de aquiles deste modelo. 

Assim, a Cartilha aprofunda faces dos problemas causados pelos agrotóxicos na saúde, meio-ambiente, na economia, além dos graves problemas sociais que englobam todos os outros. Também é discutido o papel da ciência na luta contra os venenos. O documento traz ainda algumas informações sobre as empresas de agrotóxicos, transgênicos e sementes, além de detalhar o sistema de registro de agrotóxicos no Brasil.

O texto levanta a questão dos agrotóxicos enquanto agentes de uma violação sistêmica de direitos humanos em vários aspectos, coloca a Campanha Contra os Agrotóxicos como uma ferramenta a mais nesta luta.

Baixe a cartilha aqui.

Estudo sobre agrotóxicos no Brasil mostra a gravidade da situação

Nota da Campanha: Mesmo entendendo a importância deste estudo, a Campanha compreende que não pode haver uso sustentável de agrotóxicos e não existe nível de segurança aceitável para utilização deste tipo de substância, como coloca o relatório. Os avanços citados pela matéria são duvidosos, como por exemplo o Sistema de Informações sobre Agrotóxicos, que não existe. Finalmente, o conceito de avaliação de risco, enaltecido no estudo, aceita que um percentual da população seja intoxicada; nós não.

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O panorama da contaminação ambiental por agrotóxicos e nitrato de origem agrícola no Brasil, entre 1992 a 2011, foi analisado pelos pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna, SP) Marco Gomes e Robson Barizon e disponibilizado para download.

Conforme os autores, “o objetivo foi obter um diagnóstico mais próximo da realidade sobre a presença e contaminação do solo e da água para que sirva de alerta, e principalmente, de apoio às iniciativas direcionadas ao controle e uso racional dessas substâncias. A publicação também apresenta relatos de várias ocorrências nas cinco regiões brasileiras, com ênfase para as áreas rurais, em um cenário que, se ainda não é alarmante, remete à necessidade de reflexão e de tomada de atitude no sentido de evitar que se torne crítico”.

Região Sudeste

Os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro são os que mais apresentam casos de ocorrência de organoclorados, embora proibidos há alguns anos no Brasil. No caso do estado de São Paulo, estudos em sedimentos de 11 córregos da região central identificaram a presença de 16 organoclorados.

Em relação ao estado de Minas Gerais, um estudo na cidade de Viçosa revelou a presença dos organoclorados BHC e DDT em sedimentos do Ribeirão São Bartolomeu, além da presença de Heptacloro epóxido, Endrin e DDT.

Estudo realizado no Parque Estadual Terras Alto Ribeira (Petar) localizado no Vale do Ribeira, analisou amostras de água, sedimento e peixe no período das chuvas em janeiro de 2000 e seus resultados indicaram que a fauna do Petar está exposta a diferentes agrotóxicos que se encontram dissolvidos na água ou presentes no sedimento, sendo que dos 20 detectados, sete foram considerados altamente tóxicos para peixes e outros organismos aquáticos.

No estado do Rio de Janeiro as atividades agrícolas estão concentradas na região serrana, com a presença constante de situações de risco de contaminação ambiental por agrotóxicos. Outro estudo detectou concentrações de agrotóxicos anticolinesterásicos em valores até oito vezes acima do limite permitido pela legislação brasileira em dois pontos de um importante curso hídrico regional.

Quando se trata de aquíferos menos profundos, a exemplo do Bauru, que é do tipo livre, onde a recarga é direta, os riscos de contaminação são elevados.

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Goiás realiza seminário nacional sobre agrotóxicos e direitos humanos

Entre os dias 25 a 28 de junho acontece na cidade de Goiás o I SEMINÁRIO NACIONAL: AGROTÓXICOS, IMPACTOS SOCIOAMBIENTAIS E DIREITOS HUMANOS e o III Seminário Goiano da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida. O evento ocorre na Universidade Estadual de Goiás/Campus de Goiás.

Confira a programação:

26/06/2014 (Quinta-Feira)
9:00 às 17:00 horas: Espaços de Diálogo (ED)
ED 1: Agronegócio e Agrotóxicos: entre o Marco Legal e os Direitos Humanos
ED 2: Agrotóxicos e Impactos Socioambientais
ED 3: Soberania Alimentar, Saúde e Agrotóxicos
ED 4: Agroecologia, Educação do Campo e Resistência Popular aos Agrotóxicos
19:00 às 22:00 horas: Mesa Redonda – Agrotóxicos, Impactos Socioambientais e Saúde
Prof. Dr. Wanderlei Antônio Pignati (UFMT)
Prof. Dr. José Maria Gusman Ferraz (UFSCAR)
Representante do Ministério da Saúde (ANVISA)
Representante do Ministério Meio Ambiente (MMA)
Luiz Zarref (Via Campesina) (a confirmar)

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MPT consegue liminar obrigando a Veracel Celulose a adotar normas de segurança

A Justiça do Trabalho determinou ontem (21/05/2014) que a Veracel Celulose S.A. passe a cumprir imediatamente normas de saúde e segurança do trabalho em suas atividades de manejo de cultura de eucalipto, com aplicação e guarda de agrotóxicos e no viveiro de plantas. A decisão atende pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT), que ajuizou ação civil pública na Vara do Trabalho de Eunápolis, extremo sul da Bahia, no último dia 7 de maio, pedindo o cumprimento das normas e ainda uma indenização por danos morais coletivos de R$5 milhões. A liminar determina o imediato atendimento das medidas e estabelece multa de R$50 mil por cada um dos 18 itens em caso de descumprimento, podendo dobrar esse valor em caso de reincidência.

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Cascavel realiza Seminário sobre agrotóxicos

No dia 25 de junho, será realizado em Cascavel o Seminário Agrotóxicos, Saúde e Ambiente. A atividade ocorre na Unioeste, e tem apoio do governo do estado e do INCA. A Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos participa com a exibição do filme O Veneno está na Mesa 2, e realiza um debate ao final do dia indicando as principais ações na luta contra os venenos.

Deputado Edegar Pretto é contrário a decisão da Justiça que libera a comercialização de agrotóxicos no RS

168858_G - Cópia O líder da bancada do PT na Assembleia, deputado Edegar Pretto, fez pronunciamento contrário a decisão da Justiça gaúcha que liberou provisoriamente a comercialização de agrotóxicos que têm em sua formulação o princípio ativo Paraquat, substância criada no Reino Unido e retirada do mercado europeu por ser considerada extremamente tóxica.

O deputado enfatizou que uma das alegações apresentadas pela empresas ao Poder Judiciário é que a legislação do Estado traz prejuízos econômicos às suas atividades. Pretto lembrou que a Lei Estadual nº 7747/1982, que regulamenta o uso de agrotóxicos e outros biocidas no estado, proíbe o uso, no Rio Grande do Sul, de produtos proibidos em seu país de origem.

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O Veneno Está na Mesa II é lançado na 13a Jornada de Agroecologia no Paraná

por Natália Almeida, da Campanha Contra os Agrotóxicos - Foto: Leandro Taques

A partir dessa quarta-feira (04/06), às 10h, até sábado (07/06), a Escola Milton Santos (EMS), em Maringá, região noroeste do Paraná, receberá os participantes da 13ª Jornada de Agroecologia. O evento, realizado por mais de dez organizações e movimentos sociais do campo e da cidade que compõem a Via Campesina, reunirá aproximadamente 2500 camponeses e camponesas, professores, pesquisadores e estudantes para debater a Agroecologia.

Com o objetivo de consolidar um Projeto Popular e Soberano para a Agricultura, criando também um espaço para mobilização, estudo e troca de experiências, a Jornada terá esse ano duas grandes conferências, uma marcha, 45 oficinas, seis seminários, feira da Reforma Agrária, noite de integração e cultura camponesa, partilha das sementes, ato político.

No primeiro dia da Jornada, além da abertura e do debate sobre "O Projeto do Capital para a Agricultura" realizado por Darci Frigo, da Terra de Direitos, o lançamento do documentário “O Veneno está na mesa II”, do diretor Sílvio Tendler, reuniu todos os participantes do evento. Cerca de 2 mil pessoas, camponeses de todo o Brasil, assistiram ao filme e, de pé, tendo uma cópia do filme em mãos (produzida pela organização do evento para cada participante), reforçaram seus compromissos na luta contra os agrotóxicos, na realização das exibições do filme e na animação dos comitês locais da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida.

O documentário foi apresentado na tarde de quarta-feira (04/06), às 16h30, e contou também com a participação de Alfredo Benatto, representante da Secretaria de Saúde do Paraná (SESA- PR). Para Alfredo "Todos nós aqui, já somos especialistas. Já sabemos há anos que o veneno mata. Temos que desvencilhar a agricultura do veneno. Temos que dizer para a sociedade que produzir comida não tem nenhuma relação com o uso de veneno", reforça Benatto.

A Jornada de Agroecologia vai até o dia 07 de junho. Acompanhe: http://jornadaagroecologia.com.br/

Sindicato analisa o problema dos agrotóxicos no Brasil

Em debate com o Engenheiro Agrônomo Gabriel Sollero, diretoria do Sindicato, militantes e sindicalistas do ABC analisaram impactos dos agrotóxicos aos trabalhadores e ao meio-ambiente

O Sindicato promoveu em 12/5 debate com Gabriel Sollero, engenheiro agrônomo formado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (ESALQ-USP) e membro da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida. O encontro analisou o uso de agrotóxicos no Brasil e suas conseqüências para o modelo agrícola, afetando os trabalhadores do campo, os consumidores e o meio-ambiente.

Como lembrado na abertura do debate por Paulo Lage, presidente do Sindicato, “os Químicos do ABC tem histórica e pioneira atuação de luta pela melhoria das condições de trabalho na indústria química. Fizemos em agosto de 1984 a primeira greve no Brasil por melhores condições de trabalho, na empresa Ferro Enamel, por conta da contaminação com chumbo. Desde esse movimento vitorioso, dezenas de outras lutas se seguiram e essa campanha contra os agrotóxicos faz parte desta trajetória”.

 

Nesse sentido, no XI Congresso da categoria, realizado em março de 2013, e que teve por tema o desenvolvimento sustentável, as delegadas e os delegados aprovaram moção em que manifestaram total apoio à Federação dos Trabalhadores do Ramo Químico da CUT no Estado de São Paulo (FETQUIM) em sua decisão de participar da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida. Diz a moção: “Mais uma vez, a FETQUIM oferece à sociedade e ao Movimento Sindical em particular, exemplo de ousadia e compromisso efetivo com o desenvolvimento sustentável, baseado em condições saudáveis de trabalho e alimentação”.

Em sua apresentação, Sollero informou que o Brasil é o campeão mundial na utilização de agrotóxicos no cultivo de alimentos. Cerca de 20% dos pesticidas fabricados no mundo são despejados anualmente em nosso país. São cerca de 853 milhões de litros ao ano: 4,5 litros por brasileiro.

Segundo Sollero, “não detemos apenas o recorde quantitativo, mas vivemos o drama de autorizarmos o uso das substâncias mais perigosas, já proibidas na maior parte do mundo por causarem danos sociais, econômicos e ambientais”.

Apenas seis empresas concentram 75% do mercado mundial produtor de agrotóxicos. Todas são transnacionais: Syngenta (com matriz na Suíça); Bayer e Basf (Alemanha); Monsanto, Dow e Dupont (Estados Unidos). Para Sollero “o enorme poder destas transnacionais permite que o setor consiga garantir a autorização desses produtos danosos nos países menos desenvolvidos, mesmo que já tenham sido proibidos em seus países de origem. Isso é facilitado no Brasil pela existência da poderosa bancada ruralista no Congresso Nacional”.

Para o agrônomo, “é falsa a idéia de que a produção de alimentos baseada no uso de agrotóxicos é mais barata. Ao contrário, os custos sociais e ambientais são incalculáveis. Somente em tratamentos de saúde há estimativas de que, para cada Real gasto com aquisição de pesticidas, o poder público terá que gastar R$ 1,28 para os cuidados médicos necessários”. Além disso, “está comprovado, em várias regiões do mundo, que não há estabilidade no uso de pesticidas, pois geram pragas cada vez mais resistentes, forçando ao uso de produtos cada vez mais tóxicos”.

Sollero explicou que o modelo do agronegócio, baseado em grandes propriedades e utilização de agrotóxicos, não resolveu e nem irá resolver a questão da fome mundial. “Esse sistema se perpetua com a expansão das fronteiras de cultivo, já que ignora a importância essencial da biodiversidade para o equilíbrio do solo e do clima, fazendo com que as áreas utilizadas se degradem ao longo do tempo. Ele cresce enquanto há novas áreas a serem incorporadas, aumentando a destruição ambiental e o êxodo rural. Não há meio termo nesse setor. É impossível garantir a qualidade, a segurança e o volume da produção de alimentos dentro desse modelo degradante”.

E foi justamente para fomentar esse debate e exigir medidas concretas por parte do poder público que foi criada, em abril de 2011, a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida. Dela participam cerca de 50 organizações sociais, como a Via Campesina, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO) e a já mencionada FETQUIM.

A campanha visa à conquista da verdadeira soberania alimentar, para que o Brasil deixe de ser um mero exportador de commodities (com geração de grandes lucros para uma minoria e imensos danos à população), para se tornar um território em que a produção de alimentos seja realizada com dignidade social de forma saudável.

A campanha propõe duas ações prioritárias:

- Proibição de pulverização aérea de agrotóxicos (15% da área agrícola no Brasil e 30% do volume de agrotóxico utilizado é por meio de pulverização aérea, sobretudo nas monoculturas de soja, algodão e arroz). Cerca de 32% dos agrotóxicos ficam de fato retidos nas plantas. O resto vai para o solo e se espalha pelo vento, afetando a comunidade do entorno de plantações.

- Banimento no Brasil dos agrotóxicos já banidos em dezenas de países do mundo. Entre estes, estão os seguintes princípios ativos: Tricolfon, Abamectina, Acefato, Carbofuran, Forato, Fosmete, Lactofen, Parationa Metílica e Thiram. É fundamental a categoria química estar atenta em relação a estes produtos químicos.

Para Sollero, é preciso buscar solução na transição agroecológica, ou seja, “na gradual e crescente mudança do sistema atual para um novo modelo baseado no cultivo orgânico, mantendo o equilíbrio do solo e a biodiversidade, e redistribuindo a terra em propriedades menores. Isso facilita a rotatividade e o consórcio de culturas, o combate natural às pragas e o resgate das relações entre os seres humanos e a natureza, valorizando o clima e as espécies locais.

Existem muitas experiências bem-sucedidas, em nosso país e em todo o mundo, que comprovam a viabilidade desse novo modelo. Até em assentamentos da reforma agrária há exemplos de como promover a qualidade de vida, a justiça social e o desenvolvimento sustentável”.

Para saber mais, confira o site da campanha na internet: www.contraosagrotoxicos.org

Para assistir “O veneno está na mesa 2”, documentário de Silvio Tendler sobre o problema dos agrotóxicos no Brasil, acesse: http://www.youtube.com/watch?v=fyvoKljtvG4

Após lançamento, O Veneno está na Mesa 2 ganha o Brasil e o Mundo

da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida

Exibição em Novo Hamburgo (RS)

Lançado no dia 16 de abril, no Rio de Janeiro, o filme O Veneno está na Mesa 2 segue em exibições pelo Brasil e pelo mundo. Realizado pelo diretor Sílvio Tendler, o filme foi feito em parceria com a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, e tem como princípio ser um filme livre: pode e deve ser reproduzido e exibido por quem desejar, assim como ocorreu com o primeiro Veneno Está na Mesa.

Do Rio de Janeiro, o filme seguiu para Brasília (DF), onde foi exibido no Museu Nacional para um grande público. De lá, foi para Cuiabá (MT), e passou ainda por Coimbra. Lá houve uma exibição no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, durante a Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária. Na mesma jornada, houve exibições na região metropolitana do RJ.

No início de maio, foi a vez do Rio Grande do Sul assistir ao Veneno está na Mesa 2. Foi realizada uma sessão em São Leopoldo, durante o Seminário Alimento e Nutrição, promovido pela Unisinos. O evento contou com a presença de Dom Mauro Morelli. Em seguida, Novo Hamburgo organizou duas exibições: uma no centro (foto), em conjunto com a Cáritas, Centro de Educação Ambiental Ernest Sarlet e o Coletivo Educador Ambiental, e outra na zona rural, em Lomba Grande. Neste evento, realizado em parceria com a Casa da Lomba, a abertura foi feita pelo coral juvenil "Cantalomba", e ao fim foi feita uma partilha de alimentos agroecológicos trazidos pelos participantes.

O filme segue agora com lançamentos previstos em Porto Alegre (22 de maio), Salvador, Belém, entre vários outros. Está prevista também uma sessão durante o III Encontro Nacional de Agroecologia, em Juazeiro, de 16 a 19 de maio. Através da Campanha, o filme segue cumprindo o que o próprio Silvio Tendler recomenda: "Nós partimos da premissa que nós não vendemos ingresso, a gente faz filme pra ser visto."

Baixe a imagem para gravar um DVD em alta qualidade do filme

Baixe a arte da capa e bolacha para impressão

Sessão foi dedicada aos Sem Teto despejado no Rio

Antes do início do lançamento do filme O Veneno está na Mesa 2, foi lida uma carta em homenagem às 5000 famílias violentamente despejadas pela Polícia Militar, pela empresa Oi, e pela Prefeitura do Rio de Janeiro. Até o momento, nenhuma solução foi oferecida às famílias.

Veja a íntegra da carta lida no Teatro Casa Grande:

"Dedicamos esta sessão a todas as trabalhadoras e trabalhadores Sem Teto que até agora ocupam as redondezas da prefeitura e insistem em não abrir mão de seu direito à moradia. Depois de 11 dias acampados num terreno há 15 anos vazio, 5000 pessoas foram massacradas pela polícia carioca no dia 11 de abril. Nunca a tríade "tiro, porrada e bomba" fez tanto sentido para estas pessoas que foram espancadas, intoxicadas, alvejadas, e sobretudo humilhadas na manhã da última sexta-feira.

Assim como nós, da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, responsabilizamos as empresas do agronegócio pela tragédia na saúde pública causada pelos venenos, reconhecemos no massacre de 11 de abril a mão suja do capital. A empresa Oi, concessionária do terreno, que não cumpriu com a função social da terra, e ordenou o despejo das 5000 pessoas no Engenho Novo, tem responsabilidade junto com a prefeitura do Rio de Janeiro nesta tragédia.

Junto à alegria de estarmos lançando o filme neste teatro, manifestamos nosso luto a mais uma injustiça cometida em nome do capital. Esta casa, o Teatro Casa Grande, palco de lutas e resistências durante a ditadura, em favor da democracia e da cultura, nos lembra de nosso dever, como parte dos movimentos sociais, de ocupar todos os espaços possíveis para promover neles o debate e a ação integrada em busca de uma sociedade justa, saudável e solidária.

Por isso, reivindicamos que a área do antigo almoxarifado da Telerj seja destinada à moradia das famílias.

Nossa luta é contra os agrotóxicos, mas sobretudo pela vida digna, saudável e soberana. Todo apoio à luta dos Sem Teto!"

Por uma mesa sem veneno

"O Veneno está na Mesa 2", de Sílvio Tendler, foi exibido ontem (16) pela primeira vez no Rio de Janeiro para mais de 600 pessoas. Agora, o filme segue pelo Brasil em exibições organizadas pela Campanha Contra os Agrotóxicos.

por Camila Nobrega e Rogério Daflon

A cada 90 minutos, alguém é envenenado por um agrotóxico no Brasil. O filme "O veneno está na mesa 2" traz à tona uma encruzilhada. Para o diretor do documentário, Silvio Tendler - que tem no currículo trabalhos como "Jango" e "Cidadão do mundo",  sobre Josué de Castro - está mais do que na hora de o pais fazer uma escolha entre dois caminhos: uma alimentação saudável fruto de uma agricultura familiar ou um modelo com base no agronegócio calcado no trinômio monocultura, baixa empregabilidade e agrotóxicos.

"Eu comecei a entender o peso da alimentação na vida das pessoas quando soube que tenho diabetes. A partir daí, me dei conta de como o a comida pode levar doenças às pessoas. O  filme "O veneno está na mesa 1"  foi um alerta, mas o de agora traz uma alternativa. Ele te leva a escolher em que mundo você quer viver.  É agora ou nunca mais."

Em sessão lotada por mais de 600 pessoas no Teatro Casa Grande, no Rio, nesta quarta-feira (16/4), o documentário de Tendler foi exibido pela primeira vez. A sessão foi dedicada às 5000 vítimas do despejo ocorrido no terreno da empresa Oi, no dia 11 abril, e que até hoje estão sem moradia.

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Nesta quarta (16) será lançado O Veneno está na Mesa II, novo filme de Silvio Tendler

Documentário traz opção agroecológica para produção de alimentos no Brasil

O veneno está na mesa dos brasileiros, no país que mais consome agrotóxicos no mundo. Mas há alternativas viáveis de produção de alimentos saudáveis que respeitam a natureza, os trabalhadores rurais e os consumidores. É essa mensagem que o novo documentário do diretor Silvio Tendler, O Veneno está na Mesa II, quer passar. O filme será lançado na próxima quarta-feira (16), às 20h, no Teatro Casa Grande, no Leblon.

Segundo Valéria Carvalho, pesquisadora da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, da Fiocruz, O Veneno está na Mesa II dá continuidade às reflexões proporcionadas pelo primeiro documentário e avança na desconstrução do mito, pautado pelos interesses do agronegócio, de que a utilização de venenos é a única via para garantir a alimentação na mesa da população.

"O uso de veneno, e toda proposta do modelo de desenvolvimento hegemônico, traz consequências graves e inaceitáveis para a saúde da população, no que diz respeito a todos os aspectos que constituem o conceito ampliado de saúde", disse a pesquisadora. Ela destaca que a Fiocruz, que apoiou o filme, vem desenvolvendo diversas iniciativas relacionadas ao tema, e analisa que a produção da alimentação sem veneno é uma alternativa viável.

Silvio Tendler tem a mesma opinião. "A agroecologia é fundamental como forma de produção econômica, social e de desenvolvimento", disse o diretor, que não vê sentido em se construir uma economia baseada na destruição da natureza. "Isso não é economia, isso é catástrofe", ressaltou.

O primeiro filme seguiu um caminho alternativo de exibição através da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida. A recepção foi surpreendente e o documentário foi visto por mais de um milhão de pessoas. “O povo brasileiro não pode mais engolir essa história de que o agronegócio é a modernidade no campo. Ele gera câncer, trabalho escravo, e manda todo seu lucro para o exterior. Nós da Campanha assumimos como missão levar este filme a todos os cantos deste país, aos acampamentos, assentamentos, escolas, universidades, igrejas, e onde houver cidadãos e cidadãs preocupados com a saúde do povo e dispostos a lutar por um modelo de produção de alimentos saudáveis para o camponês e para o consumidor, disse Alan Tygel, da coordenação nacional da campanha.

"Estamos no momento de descomemoração dos 50 anos do golpe, mas também de projeção dos próximos 50, 100 anos. O que nos interessa é discutir o passado para não repeti-lo. A gente fala do passado, mas está ancorado no futuro. Vamos poder colaborar com este debate e estou muito feliz por isso", finalizou Tendler.

Serviço:
Quarta-feira, dia 16/04/2014
Local: Teatro Casa Grande - Afrânio de Melo Franco, 290 Leblon
Horário: 20h - Entrada gratuita
Após a exibição, haverá um debate com Sílvio Tendler, João Pedro Stédile e Luiz Cláudio Meirelles.

Mais informações:
21 9 8085 8340 – Alan Tygel

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O Veneno Está na Mesa 2, de Sílvio Tendler, estréia dia 16 de abril no Rio de Janeiro

No próximo dia 16 de abril, o filme O Veneno está na Mesa 2 estreia no Rio de Janeiro. Será no Teatro Casa Grande, às 20h. Após a exibição, haverá um debate com o diretor, o membro da coordenação nacional do MST João Pedro Stédile, e com o pesquisador da Fiocruz e ex-gerente da ANIVSA Luiz Cláudio Meirelles. A entrada é gratuita.

Sinopse:

Após impactar o Brasil mostrando as perversas consequências do uso de agrotóxicos em O Veneno está na Mesa, o diretor Sílvio Tendler apresenta no segundo filme uma nova perspectiva. 

O Veneno Está Na Mesa 2 atualiza e avança na abordagem do modelo agrícola nacional atual e de suas consequências para a saúde pública. O filme apresenta experiências agroecológicas empreendidas em todo o Brasil, mostrando a existência de alternativas viáveis de produção de alimentos saudáveis, que respeitam a natureza, os trabalhadores rurais e os consumidores. 

Com este documentário, vem a certeza de que o país precisar tomar um posicionamento diante do dilema que se apresenta: Em qual mundo queremos viver? O mundo envenenado do agronegócio ou da liberdade e da diversidade agroecológica?

Ministério Público Federal pede a suspensão de nove agrotóxicos, incluindo o glifosato

Entre os produtos está o glifosato, agrotóxico bastante usado no país. Todos seriam potencialmente nocivos à saúde e ao meio ambiente.

Do Globo Rural

O Ministério Público Federal entrou com duas ações na Justiça pedindo a suspensão do registro de nove agrotóxicos usados no Brasil. Uma das ações pede a suspensão do registro de produtos como o glifosato, agrotóxico muito usado pelos agricultores para controlar plantas invasoras.

Além do glifosato, a lista dos agrotóxicos envolvidos nas ações inclui ainda a parationa metílica, lactofem, forato, carbofurano, abamectina, tiram, paraquate e o 2,4-D.

Segundo o Ministério Público Federal, todos esses produtos já foram apontados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como potencialmente nocivos à saúde e ao meio ambiente e deveriam ser reavaliados.

A outra ação do Ministério Público Federal pede a suspensão do herbicida 2,4-D. A medida tem o objetivo de evitar que o uso do 2,4-D aumente no país, porque tramita no governo um pedido de liberação de sementes transgênicas resistentes ao herbicida. A ação pede que a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) não libere esses transgênicos.

O pedido é para que a CTNbio aguarde a reavaliação da Anvisa. O procurador Anselmo Lopes diz que esse herbicida é um componente do "agente laranja", produto usado pelos Estados Unidos na guerra do Vietnã.

“Ele foi concebido como arma química para acabar com a floresta, no caso, mas ele gerou outros efeitos contra vários seres humanos que se encontravam ali e sofreram com a pulverização aérea. Os estudos atuais que existem apontam danos ao sistema endócrino das pessoas e a possibilidade de geração de mutações e câncer. Isso nós entendemos que deve ser melhor elucidado, esclarecido pelo próprio poder público por meio da Anvisa, que é a quem compete realizar esse tipo de avaliação técnica.”

Procurados pela reportagem, a Anvisa, a CTNBio e o Ministério da Agricultura não quiseram se pronunciar. Eles preferem esperar a notificação da Justiça para comentar o caso.

Ação na Justiça contra agrotóxicos

Por Tarso Veloso, do Valor Econômico 

Em um momento em que o setor produtivo faz pressão para a aprovação de novos agrotóxicos, o Ministério Público Federal (MPF) protocolou duas ações na Justiça que poderão não apenas dificultar a aprovação de novos produtos, mas também provocar a revisão da situação de moléculas que já estão liberadas.

A primeira ação, com pedido de antecipação de tutela, determina que o Ministério da Agricultura suspenda imediatamente o registro comercial do agrotóxico 2,4-D enquanto a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não concluir a reavaliação toxicológica da molécula. Além disso, a ação pede que a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) seja proibida de liberar a comercialização de sementes transgênicas tolerantes ao 2,4-D até que a Anvisa conclua a reavaliação. O agrotóxico é uma das principais apostas atuais da Dow AgroSciences no mercado brasileiro.

De acordo com a ação, a Anvisa já iniciou a reavaliação do produto, mas "não apresentou, até o presente momento, informações conclusivas sobre a interferência endócrina, metabólica e reprodutiva provocada pelo 2,4-D na saúde dos mamíferos, assim como sobre os efeitos imunotoxicológicos e neurotoxicológicos do mencionado princípio ativo na saúde humana", diz trecho da ação.

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Investigação do MPF/MS revela que controle de agrotóxicos na água potável é deficiente no país

Laboratório responsável pela qualidade da água em todo o país analisa apenas 55% do que é determinado pela legislação

Investigação do MPF/MS revela que controle de agrotóxicos na água potável é deficiente no país

Lavoura junto a rio: indícios de presença de agrotóxicos na água potável levou a ação do MPF

do MPF/MS

Representantes do governo federal afirmaram que o Instituto Evandro Chagas, responsável pelos exames do Vigiagua, vigilância da qualidade da água para consumo humano no país, não tem condições de detectar a presença de quase metade dos agrotóxicos definidos pelo Ministério da Saúde como prejudiciais ao consumo humano. A informação foi repassada ao Ministério Público Federal e à Justiça Federal de Dourados em audiência para discussão dos parâmetros de análise da água que abastece o Município de Dourados, fruto de processo ajuizado pelo MPF, que encontrou indícios de contaminação na água consumida pela 2ª maior cidade de Mato Grosso do Sul. 

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A indústria química, os agrotóxicos e a loucura

por Najar Tubino, da Carta Maior

A indústria química é um ramo industrial, formado por oito grupos. Sua história guarda episódios que expressam as mazelas do capitalismo


Najar Tubino

wikimedia commons

 

Porto Alegre - Este é um ramo industrial, formado por oito grupos, desde a produção de químicos básicos, farmacêuticos, higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, adubos e fertilizantes, agrotóxicos, sabão e detergentes, tintas, esmaltes e vernizes e fibras artificiais e sintéticas. Faturou no mundo US$3,4 trilhões em 2010. No Brasil pouco mais de US$100 bilhões. As vendas globais da indústria química como um todo são divididas da seguinte forma: 37% para os produtos químicos básicos, 30% para os produtos das ciências da vida (fármacos e agroquímicos), 23% para as chamadas especialidades – tintas e cosméticos e 10% para produtos de consumo. Para um PIB mundial de US$70 trilhões, as vendas da indústria química representam 4,8%. O Brasil ainda importa a maioria dos produtos, o que custou no ano passado quase US$20 bilhões.

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Colmeias exterminadas por agrotóxicos são problema mundial

 

do IHU

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) está investigando o extermínio de abelhas por intoxicação por agrotóxicos em colmeias de São Paulo e Minas Gerais. Os estudos com inseticidas do tipo neonicotinóides devem estar concluídos no primeiro semestre de 2015. Trata-se de um problema de escala mundial, presente, inclusive, em países do chamado primeiro mundo, e que traz como consequência grave ameaça aos seres vivos do planeta, inclusive o homem.

 

A reportagem é de Luciene de Assis, publicada por Mercado Ético, 11-3-2014.

 

De acordo com o coordenador geral de Avaliação e Controle de Substâncias Químicas e Produtos Perigosos do Ibama, Márcio Freitas, o órgão está reavaliando, desde 2010, vários produtos suspeitos de causar colapsos e distúrbios em colmeias paulistas e mineiras. Segundo Freitas, que integra o Comitê de Assessoramento da Iniciativa Brasileira para Conservação e Uso Sustentável dos Polinizadores, a intoxicação prejudica a comunicação entre as abelhas e isto impede que elas retornem às colmeias, levando ao extermínio dos enxames.

 

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