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As empresas de biotecnologia prometeram que a adoção de sementes transgênicas reduziria o uso de agrotóxicos. Mas poucos anos depois de sua liberação o Brasil passou a ser o país que mais usa venenos agrícolas no mundo. A Monsanto explorou sozinha por mais de 10 anos o mercado de soja resistente a herbicida. Agora, outras multinacionais brigam para entrar no jogo. Alegam oferecer alternativas ao sistema Rondup Ready, cada uma querendo vender seu próprio pacote de agrotóxico e sementes patenteadas. É o caso da Bayer com o glufosinato de amônio (sistema Liberty Link), a BASF-Embrapa com a imidazolinona (sistema Cultivance) e a DOW com o tóxico 2,4-D, componente do Agente Laranja usado na guerra do Vietnã. As duas primeiras já foram liberadas pela CTNBio – Comissão Técnica Nacional de Biossegurança mas ainda não estão sendo cultivadas. A variedade da DOW será votada nesta quinta dia 5.

 

Mais transgênicos, mais agrotóxicos

 

Na Argentina, após a liberação da soja transgênica, o volume de glifosato aplicado cresceu 380% [1]. Nos EUA, o uso de glifosato na soja RR aumentou de 0,77 para 1,75 kg/ha entre 1996 e 2011 [2]. No Brasil, esse volume foi multiplicado por 6 também depois da liberação da soja transgênica. Efeitos similares são esperados caso sejam liberadas variedades resistentes a 2,4-D. As vendas de agrotóxicos movimentaram quase US$ 8,5 bilhões no Brasil em 2011 – o dobro do apurado em 2005. Esse expressivo aumento aconteceu no mesmo período em que o cultivo de transgênicos deu seu grande salto no país [3].

 

Quanto resíduo de 2,4-D no grão de soja?

 

A empresa alega que não haverá resíduo nenhum, mas os dados apresentados estão em relatório não publicado e são baseados em estudos realizados em um único ano e em parcelas sem repetição. Não foram analisados os resíduos que podem ficar no grão quando foram aplicados tanto o 2,4-D quanto o glufosinato de amônio, já que a planta é resistente aos dois produtos. O 2,4-D controla apenas dicotiledôenas (folha larga).

 

Países em que o 2,4-D foi proibido

 

O herbicida é proibido no Dinamarca, na Suécia e na Noruega (desde 1997). Proibido também para uso em ambientes públicos em vários estados do Canada (Quebec, desde 2006, Newfoundland e Labrador, e Nova Scotia). Em 2008, o Natural Resources Defense Council solicitou ao Governo dos EUA o banimento do 2,4-D (NRDC, 2012). O Genok, centro de estudo em biossegurança da Noruega, fiz parecer contrario para liberação comercial (importação para alimentação humana e animal) da soja tolerante ao 2,4-D em processo de avaliação no Brasil (Genok, 2011). O Centro de Biossegurança da África (ACB) também criticou a decisão do Governo da África do Sul em liberar comercialmente a importação de milho tolerante ao 2,4-D para a alimentação humana e animal naquele país (ACB, 2012).

 

Glufosinato de amônio

 

Estudos já mostraram que esse herbicida afeta negativamente o sistema cardiovascular, nervoso e reprodutivo de roedores e mamíferos. Em 2009 o Parlamento Europeu votou seu banimento junto com outros 21 agrotóxicos classificados como carcinogênico, mutagênico ou tóxico para a reprodução. O uso de glufosinato será banido completamente da União Europeia até 2017. Fato que só reforça o fato de que as multinacionais olham para o Brasil como destino de seus produtos mais tóxicos.

 

Em resumo:

 

-        Crescimento do número de espécies de plantas espontâneas que desenvolveram resistência ao glifosato tem aberto espaço para outras empresas lançarem sementes resistentes a seus próprios agrotóxicos.

 

-        A DOW AgroSciences está tentando liberar soja e milho transgênicos resistentes ao 2,4-D e ao glufosinato de amônio, tanto no Brasil como nos EUA.

 

-        O 2,4-D foi usado no agente laranja na guerra do Vietnã e uma vez no ambiente libera dioxinas, que são compostos cancerígenos.

 

-        Esses produtos são da classe toxicológica I, isto é, extremamente tóxicos.

 

-        Há estimativas de que a liberação dessas sementes aumentará em 30 vezes o uso desse herbicida, multiplicando a contaminação ambiental e dos alimentos.

 

-        Estudos mostram uma associação entre o 2,4-D e a ocorrência de linfômas Hodgkin, que são uma espécie de câncer das células brancas, responsáveis pela imunidade do organismo.

 

-        Os herbicidas à base de 2,4-D volatilizam e se dispersam por longas distâncias, afetando drasticamente plantações vizinhas, como no caso dos parrerais.

 

-        A DOW está solicitando no Brasil registro do 2,4-D para aplicação em pós-emergência, mas não informa no pedido de liberação da soja qual será o limite máximo de resíduo nem o intervalo de carência entre a aplicação do produto e sua colheita. Mesmo assim, nos estudos apresentados alega que não haverá nenhum resíduo nos grãos colhidos mesmo com 4 aplicações. Também não apresenta dados sobre os níveis de resíduos quando ambos 2,4-D e glufosinato são aplicados na lavoura.

 

-        Os estudos sobre segurança alimentar dessa soja transgênica foram feitos fora do Brasil pela própria DOW, não foram publicados e não são apresentados na íntegra.

 

-        As avaliações toxicológicas e farmacológicas foram feitas por apenas 15 dias em animais de laboratórios e mesmo assim os estudos originais não foram publicados e não são apresentados.

 

-        Se liberada no Brasil, ajudará a puxar a fila de pacotes “semente + agrotóxicos” de outras empresas, com produtos como glufosinato de amônio, HPPD, dicamba, isoxaflutole, callisto, imidazolinonas, entre outros.

 

-        Se liberada no Brasil, tudo indica que posteriormente seguirá o mesmo caminho na Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia.

 

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[1]    Soybean Production in the Southern Cone of the Americas: update on land and pesticide use. (2012) . Disponível em: http://bit.ly/Om8UPm

 

[2]    The Good, the Bad and the Ugly: impacts of GE crops in the US. Benbrook, C., 2012. Disponível em: http://bit.ly/S0RazE

 

[3]    Teixeira, G. Uso de defensivos é intensificado no Brasil. Valor Econômico, 30/07/2012. Disponível em: http://pratoslimpos.org.br/?p=4532

 

 

 

 

 

Na véspera da reunião da CTNBio onde será votada a aprovação do eucalipto transgênico, entre outras variedades transgênicas, o jornal Extra noticia a alta das ações da Fibria e Suzano, na contramão do "mercado" . A matéria atribui o fato à alta do dólar, e a uma suposta elevação do preço da celulose de U$20 por tonelada. Considerando que a Suzano vendeu 3,207 milhões de toneladas de celulose em 2013, isso significaria um aumento de U$60,4 milhões no seu lucro, o que certamente deixaria os "investidores" eufóricos.

O Extra é um jornal das Organizações Globo que costuma estampar mulheres peladas, sangue e futebol em suas capas. Mercado financeiro não é seu forte. Além disso, também soa estranho que este aumento tenha sido informado por "uma fonte com conhecimento do assunto", e a que alta "teria sido anunciada no final de fevereiro".

Ora, se foi anunciada, porque usar o futuro do pretérito, denotando incerteza? E se foi em fevereiro, porque a alta hoje?

Pode ser que "a fonte com conhecimento no assunto" saiba que, amanhã, a Suzano e a Fibria terão caminho livre para multiplicar seus lucros às custas de mais venenos, menos biodiversidade, e menos água para a população brasileira.

Como esperado, nenhuma notícia sobre a votação de amanhã na CTNBio circulou na chamada grande mídia. O Brasil pode se tornar o primeiro país do mundo a liberar árvores transgênicas para plantio comercial, e isso não merece nem uma linha.

Nossa posição contra os transgênicos, além de todas as questões científicas, sempre foi de que a transgenia da forma como é feita serve apenas para fazer empresas lucrarem com os royalties da tecnologia, a qual na maioria dos casos os agricultores são obrigados a usar.

Mais uma vez a CTNBio presta o vergonhoso "papel" de leiolar a natureza e destruir a biodiversidade brasileira em benefício do lucro.

Com essa notícia, nem precisa mais desenhar.

Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida

CTNBio deve aprovar no próximo dia 5 de março mais sementes modificadas. Devem estar achando pouco: vem mais veneno por aí!

O Brasil já líder, junto com os EUA, no uso de agrotóxicos e sementes transgênicas que precisam de mais agrotóxico. Nossa soberania agrícola está nas mãos de 6 empresas, que se amanhã resolverem não vender mais sementes, comprometem todo o sistema agrícola nacional.

Como se não bastasse, no próximo dia 5 de março, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança - CTNBio irá "votar" (veja a pauta) a liberação de três novas variedades de plantas transgênicas no Brasil: milho resistente ao 2,4-D e haloxifape, e o eucalipto transgênico. "Votar" é um eufemismo para não dizer diretamente que vão aprovar, já que, como é amplamente sabido, são pouquíssimas as vozes dissonantes dentro da comissão.

Uma delas é a de Rubens Nodari, professor titular da UFSC, agrônomo e doutor em genética vegetal. Ele pediu vistas ao processo do milhos transgênicos resistentes ao 2,4-D e ao haloxifope, ambos extremamente tóxicos. O 2,4-D, não custa lembrar, é um dos ingredientes do Agente Laranja, usado pelos EUA na guerra do Vietnã. Nodari argumenta que faltam no processo estudos básicos, inclusive alguns exigidos por lei. O relator do processo, Jesus Aparecido Ferro, elaborou um parecer consolidado sobre pareceres parciais que não existem, descumprindo a própria regra da CTNBio.

capa mesa aberturaLivros, cartilhas e filme foram lançados durante o Seminário Nacional da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA)

Novas cinco produções que registram e fortalecem a agroecologia no país foram lançadas durante o Seminário Nacional da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA). O lançamento deu visibilidade às práticas e causas de organizações e redes que compõem a Articulação. Os livros, cartilha, filme e calendário dialogam e incidem diretamente na construção do conhecimento agroecológico. O Seminário, que começou quarta-feira (25), segue até esta sexta-feira (27/02), quando ocorrerá o debate sobre o II Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (II PLANAPO), a ser lançado em 2016.

do MPSC

Com a proposta de instituir um espaço de debate para formulação de propostas, discussão e fiscalização de políticas públicas relacionadas aos impactos dos agrotóxicos na saúde da população, foi criado nesta terça-feira (24/02), o "Fórum Catarinense de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos".

O Presidente do Fórum Nacional de Combate aos Agrotóxicos, Procurador Regional de Trabalho de Pernambuco Pedro Luiz Gonçalves Serafim da Silva, destacou a importância da criação do Fórum Estadual na palestra de abertura do evento. "É fundamental a criação de um espaço que receba denúncias e funcione como instrumento fiscalizatório para garantir o direito do consumidor na busca da qualidade de vida", explica o Presidente do Fórum Nacional.

Fomentado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público do Trabalho (MPT), a criação do Fórum foi realizada em evento ocorrido na sede da Procuradoria-Geral do Ministério do Estado de Santa Catarina, em Florianópolis, contando com mais de 150 representantes de órgãos públicos e organizações não governamentais e privadas.

pelo Defensor Público,  Wagner Giron De La Torre , O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

in Gazeta de Taubate, 10 fev 15

Nesta era do poder do dinheiro e da propaganda existem várias coisas que parecem ser mas não são.

O monocultivo do eucalipto é uma delas: parece floresta, mas não é.

Uma floresta de verdade é constituída pela biodiversidade e não por um único espécime, como o eucalipto. Por exemplo, na Mata Atlântica, temos mais de trezentas espécies vegetais por hectare, sem contar com a fauna imensurável.

Em meio aos estéreis eucaliptais, cultivados por grandes papeleiras para produção de celulose, a maior parte delas exportada para os EUA, Europa e China, inexiste ciclo de vida, pois animal algum conseguiria estabelecer habitat no seio de uma plantação de árvores clonadas que não geram alimento e que são cortadas de cinco em cinco anos.

Nos vastos monocultivos industriais que hoje dominam a paisagem do Estado, insetos e animais benéficos como borboletas, besouros, joaninhas, abelhas, anfíbios, tatus, etc., estão praticamente extintos pelo uso intensivo de agrotóxicos, como herbicidas à base de glifosato e formicidas de sulfluramida, que sustentam a expansão em escala oceânica dessa fronteira do agronegócio.

Cientistas descobriram que pessoas doentes tinham maiores níveis de glifosato em seu corpo do que as pessoas sadias. Conheça os resultados destas pesquisas.

Por Alexis Baden-Mayer, do Organic Consumer Association | Tradução: Daniella Cambaúva

Nota da Campanha: O texto original em inglês possui links com referências para todas as pesquisas citadas no texto vale a pena conferir. Muitos destes efeitos, com estudos feitos no Brasil, estão relatados no Dossiê sobre Impactos dos Agrotóxicos na Saúde

A Monsanto investiu no herbicida glifosato e o levou ao mercado com o nome comercial de Roundup em 1974, após a proibição do DDT. Mas foi no final dos anos 1990 que o uso do Roundup se massificou graças a uma engenhosa estratégia de marketing da Monsanto. A estratégia? Sementes geneticamente modificadas para cultivos alimentares que podiam tolerar altas doses de Roundup. Com a introdução dessas sementes geneticamente modificadas, os agricultores podiam controlar facilmente as pragas em suas culturas de milho, soja, algodão, colza, beterraba açucareira, alfafa; cultivos que se desenvolviam bem enquanto as pragas em seu redor eram erradicadas pelo Roundup.

Ansiosa por vender seu emblemático herbicida, a Monsanto também incentivou os agricultores a usar o Roundup como agente dessecante, para secar seus cultivos e assim fazer a colheita mais rapidamente. De modo que o Roundup é usado rotineira e diretamente em grande quantidade de cultivos de organismos não modificados geneticamente, incluindo trigo, cevada, aveia, colza, linho, ervilha, lentilha, soja, feijão e beterraba açucareira.

Do Paraiba.com.br

Com o objetivo de controlar o comércio e o uso abusivo de defensivos agrícolas nas lavouras do estado da Paraíba, o projeto 'Agrotóxicos Controlados', da Gestão Estratégica 2015 do Ministério Público da Paraíba (MPPB), vai instalar no dia 10 de abril o Fórum Paraibano de Combate ao Uso Indiscriminado de Agrotóxico.

O plano de ação desse projeto estratégico foi apresentado aos promotores de Justiça do MPPB nos três encontros regionais promovidos esta semana em eventos promovidos pela Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) da instituição, ocorridos em Campina Grande, na segunda-feira (9); em Sousa, na terça-feira (10); e em João Pessoa, na quarta-feira (11).

O Fórum, sob a coordenação do MPPB, vai contar com a participação da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), da Superintendência de Administração do Meio Ambiente do Estado da Paraíba (Sudema), Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público Federal (MPF) e de várias organizações não governamentais ligadas ao tema. “Será uma força-tarefa contra esse uso indiscriminado de agrotóxicos”, explicou o promotor de Justiça Raniere da Silva Dantas, coordenador do projeto estratégico.

Ex-agentes da Sucam usavam DDT contra a malária na década de 70. Especialista diz que agentes estão intoxicados por agrotóxicos. Arlete abandonou o ofício de costureira e cuida, há 28 anos, do marido Sebastião que não fala e não anda (Foto: Tácita Muniz/G1)

Tácita Muniz Do G1 AC

Arlete, que era costureira, está há 28 anos  cuidando do marido Sebastião que não fala e não anda  (Foto: Tácita Muniz/G1)

"Tenho certeza que não escapo dessa, já preparei os meus filhos". A frase sai arrastada, entre os dentes de Raimundo Gomes da Silva, que aos 82 anos integra a chamada 'lista da morte', formada por ex-servidores da extinta Superintendência de Campanhas de Saúde Pública (Sucam), que tiveram contato direto com o pesticida Diclorodifeniltricloroetano (DDT), usado para conter o mosquito da malária na região amazônica nas décadas de 70 a 90, no Acre. (Veja galeria de fotos)

O aposentado desenvolveu problemas no coração, rins e tumores. No Acre, o extinto órgão do governo federal possuía cerca de 540 funcionários, dos quais 240 morreram. Até este mês, 15 estão na lista da morte somente em Rio Branco. Sem ter a intoxicação reconhecida pelo poder público, o levantamento é feito pela Associação DDT e Luta Pela Vida, que estima que o número de ex-agentes 'condenados à morte' deve ser ainda maior.

“Imagina um Brasil que ao invés de 150 bilhões para a produção do agronegócio, destinasse esse valor para a agricultura agroecológica. Isso implicaria numa mudança radical dessa situação. Então, o que precisa é uma mudança política”, afirma o biólogo.

 

A nova composição do Congresso Nacional e a chegada deKátia Abreu ao Ministério da Agricultura estão deixando alguns pesquisadores da área da saúde e do meio ambiente, “preocupadíssimos”. Entre eles, Fernando Carneiro, daAssociação de Saúde Coletiva - Abrasco, que atualmente coordena o GT de Saúde e Meio Ambiente da instituição. Segundo ele, as recentes mudanças no quadro político indicam que “as perspectivas de uma desregulamentação na legislação dos agrotóxicos são enormes”. Entre as alterações prováveis, ele menciona a possibilidade de “que se quebre todo o marco regulatório para favorecer a entrada de agrotóxicos no Brasil” e “de que se retire o papel da Anvisa e do Ibama para concentrá-los no Ministério da Agricultura, que já tem o comando do agronegócio”.

Na avaliação do pesquisador, a nomeação de Kátia Abreu para o Ministério da Agricultura “é uma escolha parecida com a que Lula fez quando escolheu seu primeiro ministro, Roberto Rodrigues. A diferença é que Kátia Abreu é uma liderança com um trânsito político e ela tem projetos que passam desde a privatização da Embrapa, como a negação da reforma agrária como pauta para o país”.

 

O coordenador do GT Saúde e Ambiente da ABRASCO concedeu entrevista à Rádio CBN. A jornalista Petria Chaves conversou ao vivo com Fernando Carneiro, neste sábado 17 de janeiro

O objetivo da entrevista era abordar o projeto de lei que proíbe a comercialização e o uso de alguns agrotóxicos no município de São Paulo, o PL 891/2013 e que foi aprovado em 1ª votação na Câmara, no dia 9 de dezembro de 2014. De autoria conjunta dos vereadores Nabil Bonduki (PT), Gilberto Natalini (PV) e Toninho Vespoli (PSOL) o projeto foi criado a partir de uma reivindicação da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, que exige o banimento de determinados agrotóxicos em todo o país, devido à sua toxicidade para os ecossistemas e para as pessoas.

Entretanto, o coordenador do GT Saúde e Ambiente da Abrasco Fernando Carneiro conversou por 12 minutos, ao vivo, no Programa Revista CBN numa matéria intitulada ‘Produção agroecológica tem capacidade de alimentar população com qualidade’, onde comentou vários aspectos da campanha que exige o banimento de determinados agrotóxicos em todo o país e o trabalho que a Abrasco vem desenvolvendo, onde faz um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde dos brasileiros. Carneiro é pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz no Ceará.

Ouça a entrevista na íntegra: 

Do IHU Online

“A opção clara da política agrícola brasileira pelo agronegócio é a grande responsável pela situação”, destaca a agrônoma.

fonte: contraosagrotoxicos.org

Pensar um Brasil que não priorize uma produção agrícola em latifúndios de monoculturas para exterminar o uso de agrotóxicos. É o que propõe Fran Paula, engenheira agrônoma da coordenação nacional da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida em entrevista concedida por e-mail para a IHU On-Line. Para ela, “o agronegócio utiliza largas extensões de terras, criando áreas de monocultivos. Dessa maneira, destrói toda a biodiversidade do local e desequilibra o ambiente natural, tornando o ambiente propício para o surgimento de elevadas populações de insetos e de doenças”. E a priorização por esse tipo de produção se reforça no conjunto de normas que concedem muito mais benefícios a quem adota o cultivo à base de agrotóxicos ao invés de optar por culturas ecológicas. Um exemplo: redução de impostos sobre produção desses agentes químicos, tornando o produto muito mais barato. Segundo Fran, em estados como Mato Grosso e Ceará essa isenção de tributos chega a 100%.

E, ao contrário do que se possa supor, a luta pela redução do consumo de agrotóxicos não passa necessariamente por uma reforma na legislação brasileira. Para a agrônoma, basta aplicar de forma eficaz o que dizem as leis e cobrar ações mais duras de órgãos governamentais. O desafio maior, para ela, é enfrentar a bancada ruralista e sua bandeira do agronegócio, além de cobrar ações que levem à efetivação da Política Nacional de Agroecologia. “A bancada ruralista ocupa hoje mais de 50% do Congresso brasileiro e vem constantemente atuando na tentativa do que consideramos legalizar a contaminação. Isso à medida que exerce forte pressão no governo sobre os órgãos reguladores, dificultando processos de fiscalização, monitoramento e retirada de agrotóxicos do mercado. E, ainda, vem tentando constantemente flexibilizar a lei no intuito de facilitar a liberação de mais agrotóxicos a interesse da indústria química financiadora de campanhas eleitorais”, completa.

Fran Paula é engenheira Agrônoma e também técnica da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional – FASE. Hoje, atua na coordenação nacional da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida. É um grupo que congrega ações com objetivo de sensibilizar a população brasileira para os riscos que os agrotóxicos representam e, a partir disso, adotar ações para acabar com o uso dessas substâncias.

do Blog do Pedlowsky

WDR SuicideA Organização Mundial da Saúde (OMS) acaba de publicar o seu relatório anual cujo tema é a prevenção dos suicídios que se tornaram um grave problema em escala global.  Um fator que aparece como uma forma disseminada de suicídios é a ingestão de agrotóxicos. Segundo a OMS, o fenômeno do suicídio associado à ingestão desses venenos agrícolas estaria tendo grande ocorrência em países de economias mais atrasadas onde a adoção de agrotóxicos não foi acompanhada das devidas medidas para dificultar o acesso, controlar a venda de agrotóxicos e pela redução do nível de toxicidade dos produtos sendo comercializados.

Pois bem, apesar do Brasil não estar enquadrado como uma economia mais atrasada, a descrição da OMS para a causa dos suicídios por agrotóxicos também é aplicável por aqui, pois os mesmos sintomas de descontrole e despreocupação estão bem evidentes. E, pior, os representantes do latifúndio agro-exportador capitaneados pela dublê de latifundiária e senadora (e a futura ministra da agricultura de Dilma Rousseff) Kátia Abreu (PMDB/TO), estão pressionando para que as normas existentes sejam completamente fragilizadas.

A questão apontada pela OMS já sido identificada em relatórios produzidas pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), mas até o momento o governo federal tem ignorado as demandas para maior regulação e, na prática, tem progressivamente cedido às demandas do latifúndio agro-exportador por mais venenos agrícolas. O resultado é que também no Brasil as taxas de suicídio associadas aos agrotóxicos estão sendo ignoradas, o que é particularmente grave dada a posição do Brasil como maior consumidor mundial de agrotóxicos desde 2008.

Quem quiser ter acesso ao relatório da OMS em espanhol, basta clicar Aqui!

Da Página do MST

O glifosato, também conhecido como “mata-mato”, é o herbicida mais utilizado no Brasil e no mundo.

Comercializado pela Monsanto com o nome de Round Up, o agrotóxico mata praticamente todos os tipos de plantas, exceto as geneticamente modificadas para serem resistentes.

Estudos realizados em todo o mundo confirmam os malefícios do uso do glifosato para o corpo humano, entre eles, está a inibição do Citocromo, uma enzima para o funcionamento natural de muitos sistemas biológicos, a queda nos níveis de triptofano e, consequentemente, serotonina, condição associada ao ganho de peso, depressão, mal de Parkinson e de Alzheimer, aumento de células cancerosas e, por ser considerado um xenoestrogênio (substância sintética que age de forma similar ao hormônio feminino estrogênio), está também associado a casos de puberdade precoce, problemas de tireóide e infertilidade, má-­formação de fetos e autismo.

Recentemente estudos publicados no International Journal of Environmental Research and Public Health sugeriram a ligação do glifosato com a doença crônica renal de origem desconhecida (CKDu, na sigla em inglês), que afeta principalmente os produtores de arroz no Sri Lanka. Essa descoberta fez com que o país fosse o primeiro no mundo a proibir a venda e o uso do pesticida em todo o seu território.

Por Maura Silva
Da Página do MST

O Ministério Público do Estado do Paraná enviou ao Conselho Estadual de Educação uma notificação na qual recomenda a revisão do conteúdo e metodologia utilizados no programa “Agrinho”, promovido pela FAEP (Federação da Agricultura no Estado do Paraná).  

O programa tem como objetivo a formação de professores e dos alunos para a utilização do uso de agrotóxicos, tratando o tema como fator necessário para a expansão da economia agrária no país.

Após analises, o Ministério Público entendeu que o conteúdo metodológico do “Agrinho” omite conteúdos importantes, como a agroecologia, soberania e segurança alimentar, agricultura familiar, biodiversidade dos agroecossistemas, além de comprometer outros aspectos relacionados à funcionalidade e fertilidade dos sistemas fundamentais para a qualidade de vida e sustentabilidade futura.

Outra questão apresentada é que o método de formação de educadores é de alçada e competência do poder público, e não cabe a entidades de qualquer natureza a intervenção neste processo.

Atrelado a isso, o programa contraditoriamente incorpora mensagens subjetivas e até mesmo objetivas muito mais voltadas à racionalização do uso de agrotóxicos, fator que não retrata e condiz com a realidade vivida pela população escolar do campo.

O documento sugere a adoção de medidas que impeçam a participação das escolas, professores e alunos das redes públicas ou privadas de ensino, municipais e estaduais, no Programa.

Até o momento, o CEE do Paraná não se pronunciou sobre o pedido do Ministério Público.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que, anualmente, 500 mil a 1 milhão de pessoas sofrem contaminações graves por agrotóxicos, das quais de 5 a 10 mil casos são fatais. Somente no Paraná, entre 1982 e 1990, mais de nove mil pessoas foram contaminadas por agrotóxicos, determinando a morte de 546 pessoas.

Para conferir o parecer do MP, clique aqui.

“Partido do Agronegócio”

Em recente entrevista à Página do MST, o professor doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rodrigo Lamosa, falou sobre a estratégia de inserção do agronegócio nas escolas públicas do país.

A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), por exemplo, realiza o Programa Educacional Agronegócio na Escola, em que a “associação incorpora os professores da Educação Básica enquanto intelectuais orgânicos de ‘baixa patente’ como verdadeiros funcionários responsáveis por ‘valorizar a imagem do agronegócio’”, observa Lamosa.

Por meio de cursos de formação oferecidos pela ABAG, os professores acabam sendo responsáveis por criarem nas escolas os projetos de valorização da imagem do agronegócio, mediados pela cartilha “Agronegócio: sua vida depende dele”, pelas formações que recebem por meio de palestras e em visitas programadas nas empresas.

Desta maneira, Lamosa, que também é autor do artigo “A Hegemonia do Agronegócio: o capital vai à escola e forma seus novos intelectuais”, acredita que a ABAG se consolidou como o “Partido do Agronegócio” no Brasil.

Nesta quarta-feira (3), Dia Internacional do Não Uso dos Agrotóxicos, militantes e povos indígenas do Tocantins realizaram, em Brasília, um ato público em frente a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), órgão responsável pela avaliação e liberação do uso de transgênicos no Brasil.

(Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida)

O evento é organizado pela Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida, que é uma articulação entre diversos movimentos sociais, sindicatos e setores de toda a sociedade civil. O movimento, entre outras reivindicações,  defende que a CTNBio seja refundada.

Indígenas ocupam plenário da CTNBio em Brasília para denunciar liberação de transgênicos e agrotóxicos

A campanha existe há quatro anos, muito motivada pela mobilização contra os impactos dos agrotóxicos à saúde pública, que atingem diversos territórios e envolvem diferentes grupos populacionais, como trabalhadores e trabalhadoras rurais, habitantes do entorno das fazendas, além de toda a população brasileira, que de um modo direto ou indireto acaba consumindo alimentos contaminados. Desde 2008, o Brasil se consolidou entre os principais consumidores de agrotóxicos do mundo.

Os transgênicos foram apresentados com a finalidade de “revolucionar” a produção de alimentos, proporcionando menos uso de agrotóxicos e menor impacto ambiental.

3 de dezembro de 2014

Por João Pedro Stedile
Do Portal Uol

O Brasil consome mais de um bilhão de litros de venenos agrícolas por ano. Isso representa 20% de todos os venenos consumidos no mundo, embora sejamos responsáveis por apenas 3% da produção agrícola mundial.

Despejamos 15 litros de venenos por hectare cultivado. Essa realidade não tem paralelo com nenhuma agricultura do mundo, nem há nenhum manual de agronomia que faça tal recomendação.

Esses venenos de origem química são produzidos por poucas grandes empresas transnacionais. Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), somente as dez maiores empresas do setor foram responsáveis por 75% das vendas de agrotóxicos na última safra.

Isso lhes permite a maior taxa de lucro do mundo: US$ 8,5 bilhões de dólares na safra 2010/2011, e ainda desovam por aqui seus estoques de venenos proibidos em outros países.

Os venenos matam. Matam a biodiversidade existente na natureza, já que o agronegócio visa ao monocultivo absoluto, seja de soja, milho, algodão, cana ou pastagem extensiva. Mata os nutrientes, empobrece o solo e contamina o lençol freático fazendo com que muitas cidades com poço artesiano encontrem resíduos inaceitáveis para o consumo humano.

Em Belém (PA)
https://www.facebook.com/events/661750180611895/
Sessões de cine-debate em Belém do Pará, por menos veneno e mais comida!
(às 9h) Auditório do MAFDS, Núcleo de Ciências Agrárias da UFPA
(às 16h) Auditório da FANUT, Faculdade de Nutrição da UFPA
(às 16h) Auditório do Bloco F, Faculdade de Nutrição da UNAMA

Redenção (PA)
19:00 - Ato no Cineclube Boca da Mata - Câmara Municipal da Redenção
Exibição do Veneno está na Mesa 2

São Paulo (SP)
O QUE: Ações informativas para a população alertando para os perigos dos Agrotóxicos.
COM QUEM: CUT e sindicatos filiados
DATA E LOCAL: dia 03/12 à partir das 11h na Praça do Patriarca, centro de São Paulo.

Também em São Paulo:
Seminário 30 de anos de Bhopal
9:00 as 17:00 na Fundacentro
Rua Capote Valente,710 - Cerqueira Cesar, Capital-SP
http://www.fundacentro.gov.br/…/seminario-alusivo-aos-30-an…

Campinas (SP):
https://www.facebook.com/events/1546718505573796/...
Com direito à programação estendida de filmes durante a semana do dia 03/12.
http://www.preac.unicamp.br/casadolago/?p=3585

São Carlos (SP):
Das 11h30 as 13h30 no RU da UFSCar, exibição do filme: O Veneno Está na Mesa II
https://www.facebook.com/events/382608931910157/

Rio de Janeiro (Cinelândia):
15 às 21h | Exposição de Fotos e Outras Intervenções
18h | Aula Pública (Representantes da Fiocruz, da Campanha e Depoimento de Agricultor/a)
19h30 | Exibição do Filme "Agricultura da Morte" e Curta Agroecologia

Rio das Ostras (RJ)
18:00h Exibição do filme nuvens de veneno
Prédio Multiuso - UFF/Rio das Ostras

Macaé (RJ):
Panfletagem e exibição de filmes durante o II Fórum em Humanidade do NUPEM/UFRJ - Macaé

Porto Alegre (RS):
17:30 na Esquina Democrática
www.facebook.com/events/755261654527794/?ref=2&ref_dashboard_filter=upcoming

Brasília  (DF)
8:00 em frente à CTNBio
com o comitê da Campanha e Via Campesina

Cuiabá (MT):
https://www.facebook.com/events/716732881745670/?notif_t=plan_user_invited

Curitiba (PR):
12h na Boca Maldita

Irati (PR):
11h: Ato na Rua Munhoz da Rocha, ao lado do Banco do Brasil

Belo Horizonte (MG):

De 8 às 17h, na Praça Sete.

Inconfidentes (MG):
8 as 16h na praça Tiradentes;
17h: Palestra no Auditório da Escola-Fazenda
20:30: CineUai: Agricultura Tamanho Família

Juiz de Fora (MG):
17h: Aula Pública no Parque Halfeld
18:30h: O veneno está na mesa 2 - Auditório João Carriço

Joinvile (SC):
Vídeo-Debate: O veneno está na mesa 2
02/12 - 19:15: na Casa Iririú
03/12 - 19:15: no Centro de Direitos Humanos - CDH Joinville

Recife (PE):
09:00 no Mercado São José

Goiania (GO):

9:00h as 12h - Sala T15 Edifício do MPT-GO - Lançamento do Fòrum Estadual de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos de Goiás
17h: Mercado da Vila Nova: Feira de Orgânicos, Palestra sobre agroecologia e lançamento do filme o Veneno está na mesa II

Goiania (GO):
Praça do Bandeirante, no Centro de Goiânia, a partir das 9 horas, a Feira dos Envenenados

Cidade de Goiás (GO)
Dia 03/12: panfletagem impressa do material da campanha produzido para o dia na Universidade Federal de Goiás, Campus Cidade de Goiás, na Unidade Estadual de Goiás Unidades Universitárias da Cidade de Goiás e Itaberaí, e também no Insituto Federal de Goiás Campus Cidade de Goiás;
Dia 07/12: Lançamento do Comitê de Apoio ao Acampamento Dom Tomás Balduíno, do MST, em Corumbá de Goiás, que reúne 3,5 mil famílias acampadas, fazer panfletagem e debate sobre a campanha. O acampamento está localizado na fazenda do senador Eunício de Oliveira, do PMDB do Ceará. Um latifúndio de cerca de 30.000ha, que em partes do terreno produz soja e rebanho bovino.

Salvador (BA):
Amanhã realizaremos uma intervenção de panfletagem e cartazes na V Feira Baiana de Agricultura Familiar Solidária, que acontece no Parque de Exposições de Salvador, às 9h da manhã. Mandaremos fotos após o ato, se puderem dar uma divulgada hoje à noite seria ótimo!

Mucugê (BA) - Seminário sobre os impactos dos agrotóxicos na Chapada Diamantina (FBCA)

Santo Antônio de Jesus (BA) - panfletagem e feira de produtos da agricultura familiar e camponesa, promovidos pela ONG GANA (Grupo Ambientalista Nascentes)

Brumado (BA) 8h - Seminário no auditório da Uneb

Vitória (ES):
- PANFLETAGEM + PANELAÇO E/OU BATUCADA-BARULHO NO RU – UFES - CONCENTRAÇÃO A PARTIR DAS 10:00HS NO ELEFANTE BRANCO PRÓXIMO A BARRACA AGROECOLÓGICA;
- EXIBIÇÃO DO VÍDEO “O VENENO ESTÁ NA MESA II” (SILVIO TENDLER)
- AO TÉRMINO DA EXIBIÇÃO SERÁ REALIZADO PANELAÇO E/OU BATUCADA-BARULHO NA RUA JUNTAMENTE A PANFLETAGEM;

Aracajú (SE):

8h: Praça Fausto Cardoso

Ato Público de denúncia sobre os impactos e consequências do uso de agrotóxicos no Brasil.

https://www.facebook.com/events/589446904535407/

Augustinópolis (TO)

Exposição na praça de Augustinópolis com fotos e dados sobre os agrotóxicos durante todo o dia e à noite haverá exibição de documentários.

 

Hoje estamos em luta: veja a programação pelo Brasil!

Brasil, 3 de dezembro de 2014

Manifesto pelo Dia Mundial de Luta Contra os Agrotóxicos

Povo Brasileiro,

Neste dia 3 de dezembro, saímos às ruas em todo o país para denunciar o modelo da morte que domina a agricultura brasileira: o agronegócio.

Há exatos 30 anos, explodia a fábrica de agrotóxicos da Caribe Union, atual Dow Chemical, na cidade de Bhopal, Índia. Na tragédia, mais de 16.000 pessoas morreram, e pelo menos 560.000 foram gravemente intoxicadas.

Bhopal não foi um acidente. Assim como também não foi um acidente a chuva de venenos na escola de Rio de Verde (GO), e tantas outras tragédias anunciadas pela ganância daqueles que afirmam que a comida que nos alimenta só pode ser produzida com muito veneno. Eles lucram muito com isso.

Em 2013, o mercado de agrotóxicos rendeu US$11,5 bilhões. O lucro se concentra em 6 grandes empresas transnacionais: Monsanto, Basf, Syngenta, Dupont, Bayer (fabricante do gás letal usado pelos nazistas) e a Dow, que até hoje não reconhece sua responsabilidade sobre Bhopal.

Ano após ano, o Brasil bate recordes de consumo de agrotóxicos e sementes transgênicas. A população brasileira está sendo envenenada. Nas águas, no solo, nos alimentos, em pequenas doses diárias, ou em chuvas de veneno, temos contato com substâncias que causam câncer, levam ao suicídio, e provocam abortos espontâneos, entre outros vários efeitos.

A ciência comprometida com a saúde pública coletiva não tem dúvidas1. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e com a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), é preciso se “mobilizar frente à grave situação em que o país se encontra, de vulnerabilidade relacionada ao uso massivo de agrotóxicos.”

De acordo com estas instituições, os agrotóxicos causam danos à saúde extremamente graves, “como alterações hormonais e reprodutivas, danos hepáticos e renais, disfunções imunológicas, distúrbios cognitivos e neuromotores e cânceres, dentre outros. Muitos desses efeitos podem ocorrer em níveis de dose muito baixos, como os que têm sido encontrados em alimentos, água e ambientes contaminados. Além disso, centenas de estudos demonstram que os agrotóxicos também podem desequilibrar os ecossistemas, diminuindo a população de espécies como pássaros, sapos, peixes e abelhas.”

Por que tanto veneno?

A opção clara da política agrícola brasileira pelo agronegócio é a grande responsável pela situação. O agronegócio utiliza largas extensões de terras, os latifúndios, para plantar uma mesma espécie – normalmente soja, milho, algodão, eucalipto ou cana-de-açúcar. Dessa maneira, destrói a biodiversidade e desequilibra o ambiente natural, facilitando o surgimento de plantas, insetos ou fungos que podem destruir a plantação. Por isso, é uma agricultura dependente química: só funciona com muito veneno. O agronegócio também utiliza maquinário pesado, que compacta o solo, e não gera empregos, favorecendo assim o êxodo rural.

No legislativo brasileiro, um grupo de deputados e senadores de vários partidos formam a chamada Bancada Ruralista, que tem como objetivo incentivar o agronegócio, o trabalho escravo, o desmatamento, lutar contra a demarcação de terras indígenas, quilombolas e contra a reforma agrária.

Kátia Abreu (PMDB/TO), Ronaldo Caiado (DEM/GO) e Luis Carlos Heinze (PP/RS) são alguns dos expoentes desta bancada. Estes políticos se elegem graças a altíssimas cifras doadas nas campanhas pelas empresas do agronegócio, como a JBS, BRF e Marfrig, e na prática agem como empregados destas empresas dentro do congresso e do senado. Os ruralistas também dominam o Ministério da Agricultura, que recebeu a cifra de R$140 bilhões neste ano.

No ano passado, esta bancada aprovou uma lei (12.873/2013) que permite uso de agrotóxicos proibidos no Brasil por serem altamente nocivos, e já conseguiram até demitir funcionários das agências reguladoras que lidam com o tema. Após as eleições de 2014, os ruralistas declararam ter 51% do Congresso Federal. É necessária uma reforma política que decrete o fim das doações eleitorais de empresas para acabar com estas verdadeiras pragas da política brasileira.

Nós construímos uma alternativa: a agroecologia

Camponesas e camponeses do Brasil são aqueles que botam comida na nossa mesa. E somente elas e eles podem praticar a agroecologia. Agroecologia é um jeito de organizar a produção agrícola e a vida no campo em harmonia com a Natureza. Na agroecologia, se produzem diversos tipos de alimentos numa mesma área, fortalecendo assim a biodiversidade e deixando a natureza equilibrada. Desta forma, não é necessário usar agrotóxicos, nem fertilizantes sintéticos, e muito menos sementes transgênicas. A agroecologia também busca uma vida digna no campo, com saúde e educação adequadas à realidade do campo.

Repudiamos a tese de que pobres têm que comer veneno. Não há mais dúvidas de que podemos alimentar a população com a produção agroecológica. Até mesmo a ONU reconhece que a agroecologia é única solução verdadeira para a fome no mundo2, e pode inclusive ajudar a frear as alterações climáticas.

O que queremos?

A população brasileira está unida na luta pela fim dos agrotóxicos e em defesa da vida. Queremos Agroecologia.

Movimentos sociais do campo, da cidade, sindicatos, instituições públicas de pesquisa, estudantes, e inclusive o Ministério Público vem se articulando junto à Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida.

Nossa luta é por comida sem veneno e um congresso sem ruralistas, que represente de fato os interesses do povo.

De imediato, pedimos:

  • A proibição da prática criminosa da pulverização aérea, a exemplo do que ocorre na União Europeia;

  • O banimento de agrotóxicos já banidos em outros países do mundo;

  • O fim das vergonhosas isenções de impostos dadas aos agrotóxicos;

  • A criação de zonas livres de agrotóxicos e transgênicos, para o livre desenvolvimento da agroecologia;

  • Maior controle para evitar a contaminação da água por agrotóxicos.

Convocamos toda a população a se engajar nesta luta, através dos comitês da campanha espalhados pelo Brasil.

 

Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida

 

 

1http://portal.fiocruz.br/pt-br/content/em-nota-conjunta-fiocruz-inca-e-abrasco-alertam-para-o-risco-do-uso-de-agrot%C3%B3xicos

2http://www.srfood.org/en/report-agroecology-and-the-right-to-food

 

O dia 3 de dezembro é celebrado internacionalmente como Dia de Luta contra os agrotóxicos

De Belém à Porto Alegre, dezenas de cidades brasileiras já confirmaram mobilizações na próxima quarta-feira, 3 de dezembro, data em que se celebra o Dia Internacional de Luta Contra os Agrotóxicos. Os manifestantes vão denunciar os danos causados pelo modelo agrícola representado pela Bancada Ruralista e exigir mais estímulo à Agroecologia, uma alternativa à produção de alimentos saudáveis e com capacidade de garantir a segurança alimentar da população, através da agricultura familiar e camponesa.

Panorama

O Brasil se consagrou como o maior consumidor mundial de agrotóxicos desde 2008, ultrapassando os Estados Unidos. Desde então, mais de 1 bilhão de toneladas desses insumos são despejados nas lavouras brasileiras, sem contabilizar o uso doméstico e fitossanitário.  A grosso modo, cada brasileiro consome 5,2 litros desses insumos todos os anos, cujos danos à saúde, especialmente os crônicos, ainda não são de todo conhecidos.

Apesar de diversos estudos científicos comprovarem a associação dos agrotóxicos e cânceres, abortos, más-formações congênitas, alterações neurológicas e somáticas, Alzheimer, entre outros, o governo brasileiro continua a estimular o setor, através de isenção fiscal - os agrotóxicos têm 60% de isenção do ICMS, e muitos ainda possuem 100% de isenção do IPI, PIS/PASEP e COFINS. Em 2013, o mercado de agrotóxicos movimentou aproximadamente US$11,5 bilhões. Contudo, pesquisas recentes apontam que, para cada US$1 gasto com agrotóxicos, são gastos U$1,28 para cuidar de casos de intoxicação agudas no SUS.

O Agronegócio é o maior responsável por esse modelo que privilegia as monoculturas, facilitando a difusão das chamadas “pragas” agrícolas, e a exportação de commodities, não contabilizando os danos à saúde provocados na população. Embora o setor seja responsável por apenas 30% do que chega às mesas dos brasileiros, a contaminação causada por esses insumos é sistêmicas, visto que a presença de agrotóxicos já foi detectada no solo, água, ar e até mesmo na chuva e no leite materno.

Reivindicações

A data está sendo promovida no Brasil pela Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e Pela Vida, que reúne agricultores, ao lado de membros de instituições científicas, movimentos sociais e setores do poder público preocupados com os efeitos dessas substâncias na saúde da população e no ambiente brasileiro.

As principais reivindicações da Campanha são:
• A proibição da prática ineficiente pulverização aérea (que atinge no máximo 30% do alvo), a exemplo do que ocorre na União Europeia;
• O banimento de agrotóxicos já banidos em outros países do mundo (dos 50 agrotóxicos mais usados no Brasil, 22 já foram proibidos na União Europeia, por exemplo);
• O fim das isenções de impostos dadas aos agrotóxicos;
• A criação de zonas livres de agrotóxicos e transgênicos, para o livre desenvolvimento da agroecologia
• Maior controle para evitar a contaminação da água por agrotóxicos.

O Dia Internacional de Luta Contra os Agrotóxicos

A data foi estabelecida pela Pesticide Action Network (PAN) para recordar as 30 mil pessoas falecidas (8 mil morreram nos três primeiros dias), muitas delas crianças, na catástrofe de Bhopal, Índia, ocorrida em 1984. Na tragédia, vazaram 27 toneladas do gás tóxico metil isocianato, químico utilizado na elaboração de um praguicida da Corporación Union Carbide, em uma zona densamente povoada. 560 mil pessoas continuam com sequelas do acidente até hoje a corporação, incorporada a Dow Química, não indenizou as vítimas.

Mais informações
http://www.contraosagrotoxicos.org/
https://www.facebook.com/events/312915832229013/

Contatos para Imprensa

Alan Freihof Tygel – Coordenador de Comunicação da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e Pela Vida - (21) 9 8085 8340
Fran Castro – Coordenação da Campanha - (65) 9972 5709
Marciano Toledo – Coordenação da Campanha - (61) 9681 6747

Email: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

Mais materiais para imprensa em: https://www.dropbox.com/sh/6448zzgaunkbymd/AADiwCXyUOOHKHF713pZ9XZUa?dl=0

 

 

Mobilizações contra os agrotóxicos tomarão às ruas em 23 cidades brasileiras

Confira as atividades já confirmadas

 

 

De um pouco depois da alvorada a Praça Fasto Cardoso, em Aracaju (às 9h), até depois do fim do expediente comercial na Cinelândia, centro do Rio, nesta quarta-feira a população vai às ruas pedir o fim do apoio governamental a um modelo agrícola que requer altas doses de insumos químicos para alimentar às pessoas.

 

Belém, Recife, Joinville (SC), Rio de Janeiro, Macaé (RJ), Curitiba, Porto Alegre, Goiânia etc. Dezenas de cidades brasileiras já confirmaram atos públicos no dia 3 de dezembro, data em que celebra-se o Dia Internacional de Luta Contra os Agrotóxicos. Confira as atividades já confirmadas nas cidades:

 

  • Aracaju (SE)

 

8h: Praça Fausto Cardoso

 

Ato Público de denúncia sobre os impactos e consequências do uso de agrotóxicos no Brasil.

 

https://www.facebook.com/events/589446904535407/

 

 

Praça Iria Diniz - Avenida João César De Oliveira, 32310 Contagem

 

No próximo dia 3 de dezembro, data em que celebra-se o Dia Internacional do Não Uso dos Agrotóxicos, artistas, ativistas, estudantes , profissionais da educação, saúde entre outros estarão reunidos em CONTAGEM/MG ao som dos tambores e ao sabor da culinária orgânica em colaboração a Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida, em um ato a favor da alimentação sem veneno, da agricultura familiar, a reflexão sobre as consequências do agronegócio e ao desenvolvimento da "consciência ambiental".

 

https://www.facebook.com/events/1522933657960712/?ref=4

 

  • Cuiabá (MT)

 

16:00hs - Ato em frente ao shopping Pantanal - Cuiabá (panfletagem e mobilização)

 

https://www.facebook.com/events/716732881745670/?notif_t=plan_user_invited

 

  • Curitiba (PR):
    12h na Boca Maldita

  • Inconfidentes (MG):
    8 as 16h na praça Tiradentes;
    17h: Palestra no Auditório da Escola-Fazenda
    20:30: CineUai: Agricultura Tamanho Família

  • Goiânia (GO)

 

Local: sala T-15 do edifício-sede do Ministério Público do Estado de Goiás (9 às 12h) e Mercado Vila Nova (até as 19h). No evento será lançado o 11o. FÓRUM ESTADUAL DE COMBATE AOS IMPACTOS DOS AGROTÓXICOS, um dos objetivos de Projeto do CNMP e Fórum Nacional de Combate sós Agrotóxicos.

 

  • Joinvile (SC):
    Vídeo-Debate: O veneno está na mesa 2
    02/12 - 19:15: na Casa Iririú
    03/12 - 19:15: no Centro de Direitos Humanos - CDH Joinville

 

  • Juiz de Fora (MG)
    17h: Aula Pública no Parque Halfeld
    18:30h: O veneno está na mesa 2 - Auditório João Carriço

  • Macaé (RJ):
    Panfletagem e exibição de filmes durante o II Fórum em Humanidade do NUPEM/UFRJ - Macaé

  • Mucugê (BA)

 

Seminário Impactos Causados Por Agrotóxicos No Território Da Chapada Diamantina

 

Centro de Cultura, 9 às 17h

 

 

Cinelândia:
15 às 21h | Exposição de Fotos e Outras Intervenções
18h | Aula Pública (Representantes da Fiocruz, da Campanha e Depoimento de Agricultor/a)
19h30 | Exibição do Filme "Agricultura da Morte" e Curta Agroecologia

 

  • São Carlos (SP):
    Das 11h30 as 13h30 no RU da UFSCar, exibição do filme: O Veneno Está na Mesa II
    https://www.facebook.com/events/382608931910157/

  • São Paulo (SP) 
    Ações informativas para a população alertando para os perigos dos Agrotóxicos.
    CUT e sindicatos filiados
    A partir das 11h na Praça do Patriarca, centro de São Paulo.

  • Vitória (ES):
    - Panfletagem + Panelaço E/Ou Batucada-Barulho No Ru – Ufes - Concentração A Partir Das 10:00hs No Elefante Branco Próximo A Barraca Agroecológica;
    - Exibição do Vídeo “O Veneno Está Na Mesa II” (Silvio Tendler)
    - Ao Término da Exibição Será Realizado Panelaço E/Ou Batucada-Barulho Na Rua Juntamente a Panfletagem;

  • Uberlândia (MG)

 

 

  • Rio Branco

 

  • Campinas

 



 

Curiosidades: Você sabia?

 

 

Você sabia que o agronegócio é uma forma de produzir mercadorias agrícolas que só funciona com uso de muitos agrotóxicos?

 

O agronegócio utiliza largas extensões de terras, os latifúndios, para plantar uma mesma espécie – normalmente soja, milho, algodão, eucalipto ou cana-de-açúcar. Dessa maneira, o agronegócio destrói a biodiversidade e desequilibra o ambiente natural, facilitando o surgimento de plantas, insetos ou fungos que podem destruir a plantação. Por isso, é uma agricultura dependente química: só funciona com muito veneno. O agronegócio também utiliza maquinário pesado, que compacta o solo, e não gera empregos, favorecendo assim o êxodo rural.

 

Você sabia que só a agricultura familiar camponesa pode produzir alimentos sem utilizar venenos, sementes transgênicas e fertilizantes sintéticos?

 

 

As camponesas e camponeses do Brasil são aqueles que botam comida na nossa mesa. E somente elas e eles podem praticar a agroecologia. Agroecologia é um jeito de organizar a produção agrícola e a vida no campo em harmonia com a Natureza. Na agroecologia, se produzem diversos tipos de alimentos numa mesma área, fortalecendo assim a biodiversidade e deixando a natureza equilibrada. Desta forma, não é necessário usar agrotóxicos, nem fertilizantes sintéticos, e muito menos sementes transgênicas. A agroecologia também melhora a vida no campo e impede o êxodo rural.

 

 

Você sabia que as sementes transgênicas levam ao uso de mais agrotóxicos?

 

 

As sementes geneticamente modificadas usadas no Brasil – de soja, milho e algodão – possuem dois tipos: aquelas em que a planta é modificada para aguentar mais agrotóxicos sem morrer, e aquelas em que a planta já possui o agrotóxico dentro de si. Nos dois casos o resultado é o mesmo: mais veneno na nossa mesa. Além disso, não existem estudos de longo prazo para garantir que os transgênicos são seguros para nossa saúde e para o meio-ambiente. Assim, o melhor a fazer é recusar alimentos que apresentam o símbolo dos transgênicos e preferir aqueles produzidos pela agricultura familiar camponesa.

 

 

Você sabia que apenas seis empresas estrangeiras lucram fornecendo insumos para o agronegócio brasileiro? E que apenas 4 empresas, também estrangeiras, lucram com a cadeia da exportação?

 

 

Quando o agronegócio brasileiro diz, orgulhosamente, que produz grande parte do PIB brasileiro, uma informação está escondida. Quem realmente lucra nessa história está bem longe do Brasil: Bayer, Basf, Monsanto, Dow, Dupont e Syngenta são as empresas estrangeiras que ficam com a maior parte dos lucros do agronegócio brasileiro, pois fornecem agrotóxicos e sementes transgênicas para os fazendeiros. Mas o abuso não para por aí: depois da colheita, acontece o mesmo, com outros atores. As transnacionais Bunge, Cargill, ADM e Dreyfuss levam para fora a renda de toda logística da exportação, da colheita até o embarque nos portos. O agronegócio leva o lucro e a produção para fora, e deixa os agrotóxicos eu câncer “de presente” para o povo brasileiro.

 

 

Você sabia que a bancada ruralista é responsável por aprovar leis e pressionar o governo para que use cada vez mais venenos na agricultura?

 

 

No legislativo brasileiro, um grupo de deputados e senadores de vários partidos formam a chamada Bancada Ruralista. Kátia Abreu (PMDB/TO), Ronaldo Caiado (DEM/GO) e Luis Carlos Heinze (PP/RS) são alguns dos expoentes desta bancada. Estes políticos se elegem graças a altíssimas cifras doadas nas campanhas pelas empresas do agronegócio, como a JBS, BRF e Marfrig, e na prática agem como empregados destas empresas dentro do congresso e do senado. Os ruralistas também dominam o Ministério da Agricultura. No ano passado, eles aprovaram uma lei que permite uso de agrotóxico proibidos no Brasil por serem altamente tóxicos, e já conseguiram até demitir funcionários das agências reguladoras de agrotóxicos. Após as eleições de 2014, os ruralistas declararam ter 51% do Congresso Federal. É necessária uma reforma política que decrete o fim das doações eleitorais de empresas para acabar com estas verdadeiras pragas da política brasileira.

 

 

Você sabia que os agrotóxicos, além de prejudicarem a saúde do povo, possuem diversas isenções de impostos no Brasil?

 

 

Em 2013, o mercado de agrotóxicos movimentou aproximadamente US$11,5 bilhões. Tanto gasto em veneno se reflete diretamente na saúde do povo: pesquisas recentes apontam que, para cada US$1 gasto com agrotóxicos, são gastos U$1,28 para cuidar de casos de intoxicação agudas no SUS. Mesmo assim, no Brasil os agrotóxicos têm 60% de isenção do ICMS, e muitos ainda possuem 100% de isenção do IPI, PIS/PASEP e COFINS. Além disso, alguns estados aliviam mais ainda a carga tributária estadual em cima dos venenos. Ou seja: eles nos envenenam, e nós pagamos a conta.

 

 

Você sabia que a pulverização aérea uma forma criminosa de aplicação de agrotóxicos, pois envenena tudo à sua volta?

 

 

Diversos estudos científicos e casos de intoxicação humana e contaminação ambiental comprovam que não existem condições onde a pulverização aérea seja considerada segura. Quando se joga agrotóxico de cima de aviões, comunidades rurais, urbanas e até aldeias indígenas também são atingidas. A pulverização aérea requer que sejam utilizadas grandes quantidades de veneno, pois o percentual de perda pode chegar a 88%. Isto mostra que grande parte do que é pulverizado atinge outros alvos que não os desejados, podendo contaminar os rios, os lençóis freáticos e ainda serem carreados para locais mais distantes pelo vento, atingindo diretamente pessoas ou espécies selvagens. Em maio de 2013, uma aeronave agrícola pulverizou agrotóxico sobre uma escola em Rio Verde, Goiás, resultando em diversos casos de intoxicação aguda de trabalhadores e alunos. Em 2009 a Comunidade Europeia publicou uma diretiva onde proíbe a pulverização aérea.

 

 

Você sabia que no Brasil se utiliza legalmente agrotóxicos já proibidos em outros países do mundo?

 

 

Dos 50 agrotóxicos mais usados no Brasil, 22 são proibidos na União Europeia, segundo a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). O problema é que, ao contrário dos remédios, no Brasil o registro dos agrotóxicos não tem validade. Se hoje ele é aprovado e amanhã descobrem efeitos que proibiriam seu uso, fica muito difícil tirar os venenos de circulação. Mesmo assim, em 2008, 14 agrotóxicos entraram em reavaliação, mas apenas 4 foram proibidos. Veja alguns deles que ainda usamos:

 

 

 

Ingrediente Ativo

Quantidade usada em 2012*

Efeitos na saúde**

Proibido em**

Abamectina

141,81

Toxicidade aguda e suspeita de toxicidade

reprodutiva

Comunidade Europeia

Acefato

13080,63

Neurotoxicidade, suspeita de carcinogenicidade e de toxicidade reprodutiva.

Comunidade Europeia

Lactofem

170,21

Cancerígeno

Comunidade Europeia

Paraquat

5249,54

Alta toxicidade aguda e toxicidade.

Comunidade Europeia

Parationa metílica

1.763,44

Neurotoxicidade, suspeita de desregulação endócrina, mutagenicidade e carcinogenicica

Comunidade Europeia e China

Tiram

295,37

Mutagenicidade, toxicidade reprodutiva e suspeita de desregulação endócrina.

EUA

 

 

 

Fonte: * Ibama 2012 e ** Abrasco, 2012 – Dossiê sobre impactos dos agrotóxicos

 

 



 

 

Central terá radio itinerante nesta quarta (3), em São Paulo, para dialogar com população sobre riscos dos venenos aos trabalhadores, alimentos e meio ambiente

Há 30 anos, o vazamento de um gás tóxico usado na elaboração de um praguicida da Corporácion Union Carbide, na Índia, matou 30 mil pessoas, muitas delas crianças. Como forma de protestar e alertar para os riscos dos venenos ao meio ambiente, a Pesticide Action Network (PAN) estabeleceu o dia 3 dezembro como o Dia do Não Uso dos Agrotóxicos.

Manifestações dos movimentos sindical e sociais acontecerão em todo o país e, em São Paulo, a CUT promoverá um diálogo com a população por meio de uma rádio itinerante nesta quarta-feira (3), a partir das 11h, na Praça do Patriarca, região central da capital paulista.

A mobilização ainda discutirá a necessidade de os movimentos estarem nas ruas para pressionar o governo federal a adotar políticas progressistas para o campo, contra o forte viés conservador que se apresenta e pressionam em defesa dos interesses do agronegócio.

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