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Um estudo da Universidade Harvard, publicado nesta terça-feira (31) no periódico "Human Reproduction", apontou que os homens que comeram mais frutas e legumes com altas taxas de agrotóxicos produziam menos espermatozoides.

No grupo dos que ingeriam mais pesticidas, a contagem de esperma foi de, em média, 86 milhões de espermatozoides por ejaculação ante a média de 171 milhões entre os homens que comiam porções menores de agrotóxicos, uma diferença de 49%.

Já a porcentagem de espermatozoides 'bem formados' foi de 7,5% entre os homens que comiam melhor, contra 5,1% entre os que comiam alimentos mais contaminados – uma variação de 32%.

O levantamento, que levou em conta a análise de 338 amostras de sêmen de 155 homens de 18 e 55 anos coletadas em clínicas de fertilização, mostra diminuição na quantidade na comparação com homens que comem menos agrotóxicos, mas não relaciona mudanças na qualidade do sêmen dos estudados.
Altera quantidade, não qualidade

"Estes resultados não devem desencorajar o consumo de frutas e legumes em geral. Na verdade, descobrimos que a ingestão total de frutas e hortaliças foi completamente alheia à qualidade do sêmen. Isto sugere a implementação de estratégias que visem especificamente evitar resíduos de pesticidas", afirmou Jorge Chavarro, professor assistente de nutrição e epidemiologia na Escola de Saúde Pública de Harvard, autor do estudo.

Estudos anteriores já mostraram que a exposição a pesticidas pode ter um efeito sobre a qualidade do sêmen, mas até agora tem havido pouca investigação dos efeitos dos agrotóxicos nos homens.

Os participantes do estudo responderam a questionários no qual afirmavam os tipos de frutas e vegetais que costumavam comer e as quantidades diárias.

 

 Por AS-PTA, 28 de março de 2015.

Desde 2008 o deputado Luiz Carlos Heinze (PP-RS) tenta derrubar a rotulagem de produtos que contenham ou sejam elaborados a partir de transgênicos. Nesse meio tempo, o projeto de lei de sua autoria (4.148/2008) já foi arquivado e desarquivado e, renitente, pode ser votado nesta segunda dia 30 pela Câmara dos Deputados. Só não o foi na semana que passou porque foi aprovado requerimento do PT e PV para retirá-lo de pauta. Partidos tanto do governo como da oposição apoiaram o adiamento.

Argumenta Sua Excelência que não há no Brasil laboratórios para detectar material transgênico em alimentos ultraprocessados (óleos, margarinas, biscoitos e afins) e que identificar por meio de rótulo produtos derivados de animais alimentados com soja ou milho transgênicos prejudicaria nossas exportações.

Instituída em 2003 por decreto presidencial que regulamenta o direito à informação no caso de alimentos e ingredientes alimentares transgênicos, a rotulagem pode ser feita a partir da documentação fiscal que obrigatoriamente já acompanha o produto (seja ele transgênico ou não). Assim, não há que se falar em custos adicionais ao consumidor nem mesmo na impossibilidade de testes laboratoriais. Se na nota fiscal de um lote de soja que será transformada em óleo estiver discriminado que ela é transgênica, pronto. O óleo será derivado de soja transgênica e deve, portanto, ser rotulado como tal.

O Decreto vale para o território nacional e a informação sobre produtos exportados passa por outros regulamentos, como o Protocolo de Cartagena de Biossegurança da Convenção sobre Biodiversidade, da qual o Brasil é Parte. Assim, não é a derrubada ou não da rotulagem internamente que definirá esse ponto.

Congressistas apoiadores da iniciativa do deputado Heinze arvoram-se citando o caso dos Estados Unidos, onde lei nenhuma obriga informação sobre modificação genética nos rótulos, para defender aqui sua derrubada. Acostumados que devem estar a legislar pautados em interesses outros que não os da sociedade, esquecem, por exemplo, de mencionar que 93% dos entrevistados em pesquisa de opinião realizada pelo jornal norte americano New York Times defendem que produtos contendo transgênicos sejam sim identificados.

Falando em soja, é necessário lembrar que quase 90% desse item de peso considerável nas exportações brasileiras vem de sementes transgênicas, toda ela da Monsanto. Olhando para aspectos de saúde e deixando por ora os de soberania nacional, trata-se de sementes modificadas para resistir à aplicação de herbicidas à base de glifosato, como o Roundup. É o agrotóxico que agência ligada à Organização Mundial de Saúde acaba de incluir na lista daqueles classificados como prováveis carcinogênicos. Esse produto responde por cerca de metade de todo o volume de agrotóxicos usados anualmente no Brasil.

Antes da liberação da soja Roundup Ready, o resíduo de glifosato permitido no grão colhido era de 0,2 mg/kg. Este valor foi aumentado em 50 vezes para viabilizar e tornar “legalmente aceitável” a soja geneticamente modificada, que empresas do setor e seus apoiadores anunciaram que levaria menos agrotóxicos. Fato similar aconteceu nos EUA, maior plantador mundial de sementes transgênicas.

E o que a reforma política tem a ver com rotulagem de transgênicos? Tudo. Sua Excelência Dep. Heinze, por exemplo, recebeu para sua campanha doações  de empresas de alimentos e do agronegócio, entre outras, passando pela Associação Nacional da Indústria de Armas e Armamentos.

É isso. Enquanto está lançado o desafio de se construir dentro e fora do governo condições políticas que permitam a mudança de regras eleitorais como o fim do financiamento privado de campanhas, dizemos sim à rotulagem e não ao PL 4.148/2008.

Participe, ajude a divulgar esse ataque ao direito à informação e envie mensagens aos deputados. Nem um direito a menos!

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Veja também as manifestações em defesa da rotulagem de:

CFN – Conselho Federal de Nutricionistas

CONSEA – Conselho Nacional de Segurança Alimentar

ASBRAN – Associação Brasileira de Nutrição

ABRASCO – Associação Brasileira de Saúde Coletiva

Fbssan – Fórum Brasileiro de Segurança e Soberania Alimentar e Nutricional

IDEC – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor

 
 
José Mariano Stuck, de Encruzilhada do Sul: "Estou aqui pedindo socorro. Preciso fazer cirurgias e até os remédios que eu ganhava pararam de me dar. Não consigo trabalhar por que sinto dor."  Foto: Guilherme Santos/Sul21

José Mariano Stuck, vítima de deformações causadas por contaminação: “Preciso fazer cirurgias e até os remédios que eu ganhava pararam de me dar. Não consigo trabalhar porque sinto dor.”
Foto: Guilherme Santos/Sul21

Marco Weissheimer

“2015 será o ano da batalha das ideias e da guerra contra os agrotóxicos. Começamos essa guerra no dia de hoje.” O anúncio feito por Salete Carollo, da coordenação estadual da Via Campesina, deu o tom do ato sobre o impacto do uso de agrotóxicos no Rio Grande do Sul que lotou o auditório Dante Barone, da Assembleia Legislativa, na tarde desta terça-feira (10). “Os venenos estão nos matando. É nosso dever de mulheres, mães e defensoras da vida denunciar esse mal que vem destruindo a possibilidade de um futuro digno para todas as pessoas”, disse Carollo no início do ato que contou com a presença de mais de 800 militantes da Via Campesina, da Marcha Mundial das Mulheres, MST, Movimento dos Atingidos por Barragens, CPERS, entre outras entidades. Uma encenação teatral da morte que acompanha a contaminação por agrotóxicos e da luta pela vida empreendida diariamente pelas agricultoras antecedeu a apresentação das denúncias.

Reunião da CTNBio foi interrompida sem a votação do eucalipto transgênico. Milho "laranja" foi aprovado mais cedo.

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Cerca de 300 camponeses organizados pela Via Campesina ocuparam hoje a reunião da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). Na pauta, a liberação de três novas variedades de plantas transgênicas no Brasil: o milho resistente ao 2,4-D e haloxifape além do eucalipto transgênico. A reunião foi interrompida e a votação passará para a primeira quinzena de abril.

Na manhã desta quinta, outras 1.000 mulheres do MST dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais ocuparam a empresa FuturaGene Brasil Tecnologia Ltda., da Suzano Papel e Celulose, no município de Itapetininga, em São Paulo.

As empresas de biotecnologia prometeram que a adoção de sementes transgênicas reduziria o uso de agrotóxicos. Mas poucos anos depois de sua liberação o Brasil passou a ser o país que mais usa venenos agrícolas no mundo. A Monsanto explorou sozinha por mais de 10 anos o mercado de soja resistente a herbicida. Agora, outras multinacionais brigam para entrar no jogo. Alegam oferecer alternativas ao sistema Rondup Ready, cada uma querendo vender seu próprio pacote de agrotóxico e sementes patenteadas. É o caso da Bayer com o glufosinato de amônio (sistema Liberty Link), a BASF-Embrapa com a imidazolinona (sistema Cultivance) e a DOW com o tóxico 2,4-D, componente do Agente Laranja usado na guerra do Vietnã. As duas primeiras já foram liberadas pela CTNBio – Comissão Técnica Nacional de Biossegurança mas ainda não estão sendo cultivadas. A variedade da DOW será votada nesta quinta dia 5.

 

Mais transgênicos, mais agrotóxicos

 

Na Argentina, após a liberação da soja transgênica, o volume de glifosato aplicado cresceu 380% [1]. Nos EUA, o uso de glifosato na soja RR aumentou de 0,77 para 1,75 kg/ha entre 1996 e 2011 [2]. No Brasil, esse volume foi multiplicado por 6 também depois da liberação da soja transgênica. Efeitos similares são esperados caso sejam liberadas variedades resistentes a 2,4-D. As vendas de agrotóxicos movimentaram quase US$ 8,5 bilhões no Brasil em 2011 – o dobro do apurado em 2005. Esse expressivo aumento aconteceu no mesmo período em que o cultivo de transgênicos deu seu grande salto no país [3].

 

Quanto resíduo de 2,4-D no grão de soja?

 

A empresa alega que não haverá resíduo nenhum, mas os dados apresentados estão em relatório não publicado e são baseados em estudos realizados em um único ano e em parcelas sem repetição. Não foram analisados os resíduos que podem ficar no grão quando foram aplicados tanto o 2,4-D quanto o glufosinato de amônio, já que a planta é resistente aos dois produtos. O 2,4-D controla apenas dicotiledôenas (folha larga).

 

Países em que o 2,4-D foi proibido

 

O herbicida é proibido no Dinamarca, na Suécia e na Noruega (desde 1997). Proibido também para uso em ambientes públicos em vários estados do Canada (Quebec, desde 2006, Newfoundland e Labrador, e Nova Scotia). Em 2008, o Natural Resources Defense Council solicitou ao Governo dos EUA o banimento do 2,4-D (NRDC, 2012). O Genok, centro de estudo em biossegurança da Noruega, fiz parecer contrario para liberação comercial (importação para alimentação humana e animal) da soja tolerante ao 2,4-D em processo de avaliação no Brasil (Genok, 2011). O Centro de Biossegurança da África (ACB) também criticou a decisão do Governo da África do Sul em liberar comercialmente a importação de milho tolerante ao 2,4-D para a alimentação humana e animal naquele país (ACB, 2012).

 

Glufosinato de amônio

 

Estudos já mostraram que esse herbicida afeta negativamente o sistema cardiovascular, nervoso e reprodutivo de roedores e mamíferos. Em 2009 o Parlamento Europeu votou seu banimento junto com outros 21 agrotóxicos classificados como carcinogênico, mutagênico ou tóxico para a reprodução. O uso de glufosinato será banido completamente da União Europeia até 2017. Fato que só reforça o fato de que as multinacionais olham para o Brasil como destino de seus produtos mais tóxicos.

 

Em resumo:

 

-        Crescimento do número de espécies de plantas espontâneas que desenvolveram resistência ao glifosato tem aberto espaço para outras empresas lançarem sementes resistentes a seus próprios agrotóxicos.

 

-        A DOW AgroSciences está tentando liberar soja e milho transgênicos resistentes ao 2,4-D e ao glufosinato de amônio, tanto no Brasil como nos EUA.

 

-        O 2,4-D foi usado no agente laranja na guerra do Vietnã e uma vez no ambiente libera dioxinas, que são compostos cancerígenos.

 

-        Esses produtos são da classe toxicológica I, isto é, extremamente tóxicos.

 

-        Há estimativas de que a liberação dessas sementes aumentará em 30 vezes o uso desse herbicida, multiplicando a contaminação ambiental e dos alimentos.

 

-        Estudos mostram uma associação entre o 2,4-D e a ocorrência de linfômas Hodgkin, que são uma espécie de câncer das células brancas, responsáveis pela imunidade do organismo.

 

-        Os herbicidas à base de 2,4-D volatilizam e se dispersam por longas distâncias, afetando drasticamente plantações vizinhas, como no caso dos parrerais.

 

-        A DOW está solicitando no Brasil registro do 2,4-D para aplicação em pós-emergência, mas não informa no pedido de liberação da soja qual será o limite máximo de resíduo nem o intervalo de carência entre a aplicação do produto e sua colheita. Mesmo assim, nos estudos apresentados alega que não haverá nenhum resíduo nos grãos colhidos mesmo com 4 aplicações. Também não apresenta dados sobre os níveis de resíduos quando ambos 2,4-D e glufosinato são aplicados na lavoura.

 

-        Os estudos sobre segurança alimentar dessa soja transgênica foram feitos fora do Brasil pela própria DOW, não foram publicados e não são apresentados na íntegra.

 

-        As avaliações toxicológicas e farmacológicas foram feitas por apenas 15 dias em animais de laboratórios e mesmo assim os estudos originais não foram publicados e não são apresentados.

 

-        Se liberada no Brasil, ajudará a puxar a fila de pacotes “semente + agrotóxicos” de outras empresas, com produtos como glufosinato de amônio, HPPD, dicamba, isoxaflutole, callisto, imidazolinonas, entre outros.

 

-        Se liberada no Brasil, tudo indica que posteriormente seguirá o mesmo caminho na Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia.

 

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[1]    Soybean Production in the Southern Cone of the Americas: update on land and pesticide use. (2012) . Disponível em: http://bit.ly/Om8UPm

 

[2]    The Good, the Bad and the Ugly: impacts of GE crops in the US. Benbrook, C., 2012. Disponível em: http://bit.ly/S0RazE

 

[3]    Teixeira, G. Uso de defensivos é intensificado no Brasil. Valor Econômico, 30/07/2012. Disponível em: http://pratoslimpos.org.br/?p=4532

 

 

 

 

 

Na véspera da reunião da CTNBio onde será votada a aprovação do eucalipto transgênico, entre outras variedades transgênicas, o jornal Extra noticia a alta das ações da Fibria e Suzano, na contramão do "mercado" . A matéria atribui o fato à alta do dólar, e a uma suposta elevação do preço da celulose de U$20 por tonelada. Considerando que a Suzano vendeu 3,207 milhões de toneladas de celulose em 2013, isso significaria um aumento de U$60,4 milhões no seu lucro, o que certamente deixaria os "investidores" eufóricos.

O Extra é um jornal das Organizações Globo que costuma estampar mulheres peladas, sangue e futebol em suas capas. Mercado financeiro não é seu forte. Além disso, também soa estranho que este aumento tenha sido informado por "uma fonte com conhecimento do assunto", e a que alta "teria sido anunciada no final de fevereiro".

Ora, se foi anunciada, porque usar o futuro do pretérito, denotando incerteza? E se foi em fevereiro, porque a alta hoje?

Pode ser que "a fonte com conhecimento no assunto" saiba que, amanhã, a Suzano e a Fibria terão caminho livre para multiplicar seus lucros às custas de mais venenos, menos biodiversidade, e menos água para a população brasileira.

Como esperado, nenhuma notícia sobre a votação de amanhã na CTNBio circulou na chamada grande mídia. O Brasil pode se tornar o primeiro país do mundo a liberar árvores transgênicas para plantio comercial, e isso não merece nem uma linha.

Nossa posição contra os transgênicos, além de todas as questões científicas, sempre foi de que a transgenia da forma como é feita serve apenas para fazer empresas lucrarem com os royalties da tecnologia, a qual na maioria dos casos os agricultores são obrigados a usar.

Mais uma vez a CTNBio presta o vergonhoso "papel" de leiolar a natureza e destruir a biodiversidade brasileira em benefício do lucro.

Com essa notícia, nem precisa mais desenhar.

Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida

CTNBio deve aprovar no próximo dia 5 de março mais sementes modificadas. Devem estar achando pouco: vem mais veneno por aí!

O Brasil já líder, junto com os EUA, no uso de agrotóxicos e sementes transgênicas que precisam de mais agrotóxico. Nossa soberania agrícola está nas mãos de 6 empresas, que se amanhã resolverem não vender mais sementes, comprometem todo o sistema agrícola nacional.

Como se não bastasse, no próximo dia 5 de março, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança - CTNBio irá "votar" (veja a pauta) a liberação de três novas variedades de plantas transgênicas no Brasil: milho resistente ao 2,4-D e haloxifape, e o eucalipto transgênico. "Votar" é um eufemismo para não dizer diretamente que vão aprovar, já que, como é amplamente sabido, são pouquíssimas as vozes dissonantes dentro da comissão.

Uma delas é a de Rubens Nodari, professor titular da UFSC, agrônomo e doutor em genética vegetal. Ele pediu vistas ao processo do milhos transgênicos resistentes ao 2,4-D e ao haloxifope, ambos extremamente tóxicos. O 2,4-D, não custa lembrar, é um dos ingredientes do Agente Laranja, usado pelos EUA na guerra do Vietnã. Nodari argumenta que faltam no processo estudos básicos, inclusive alguns exigidos por lei. O relator do processo, Jesus Aparecido Ferro, elaborou um parecer consolidado sobre pareceres parciais que não existem, descumprindo a própria regra da CTNBio.

capa mesa aberturaLivros, cartilhas e filme foram lançados durante o Seminário Nacional da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA)

Novas cinco produções que registram e fortalecem a agroecologia no país foram lançadas durante o Seminário Nacional da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA). O lançamento deu visibilidade às práticas e causas de organizações e redes que compõem a Articulação. Os livros, cartilha, filme e calendário dialogam e incidem diretamente na construção do conhecimento agroecológico. O Seminário, que começou quarta-feira (25), segue até esta sexta-feira (27/02), quando ocorrerá o debate sobre o II Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (II PLANAPO), a ser lançado em 2016.

do MPSC

Com a proposta de instituir um espaço de debate para formulação de propostas, discussão e fiscalização de políticas públicas relacionadas aos impactos dos agrotóxicos na saúde da população, foi criado nesta terça-feira (24/02), o "Fórum Catarinense de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos".

O Presidente do Fórum Nacional de Combate aos Agrotóxicos, Procurador Regional de Trabalho de Pernambuco Pedro Luiz Gonçalves Serafim da Silva, destacou a importância da criação do Fórum Estadual na palestra de abertura do evento. "É fundamental a criação de um espaço que receba denúncias e funcione como instrumento fiscalizatório para garantir o direito do consumidor na busca da qualidade de vida", explica o Presidente do Fórum Nacional.

Fomentado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), Ministério Público Federal (MPF) e Ministério Público do Trabalho (MPT), a criação do Fórum foi realizada em evento ocorrido na sede da Procuradoria-Geral do Ministério do Estado de Santa Catarina, em Florianópolis, contando com mais de 150 representantes de órgãos públicos e organizações não governamentais e privadas.

pelo Defensor Público,  Wagner Giron De La Torre , O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.

in Gazeta de Taubate, 10 fev 15

Nesta era do poder do dinheiro e da propaganda existem várias coisas que parecem ser mas não são.

O monocultivo do eucalipto é uma delas: parece floresta, mas não é.

Uma floresta de verdade é constituída pela biodiversidade e não por um único espécime, como o eucalipto. Por exemplo, na Mata Atlântica, temos mais de trezentas espécies vegetais por hectare, sem contar com a fauna imensurável.

Em meio aos estéreis eucaliptais, cultivados por grandes papeleiras para produção de celulose, a maior parte delas exportada para os EUA, Europa e China, inexiste ciclo de vida, pois animal algum conseguiria estabelecer habitat no seio de uma plantação de árvores clonadas que não geram alimento e que são cortadas de cinco em cinco anos.

Nos vastos monocultivos industriais que hoje dominam a paisagem do Estado, insetos e animais benéficos como borboletas, besouros, joaninhas, abelhas, anfíbios, tatus, etc., estão praticamente extintos pelo uso intensivo de agrotóxicos, como herbicidas à base de glifosato e formicidas de sulfluramida, que sustentam a expansão em escala oceânica dessa fronteira do agronegócio.

Cientistas descobriram que pessoas doentes tinham maiores níveis de glifosato em seu corpo do que as pessoas sadias. Conheça os resultados destas pesquisas.

Por Alexis Baden-Mayer, do Organic Consumer Association | Tradução: Daniella Cambaúva

Nota da Campanha: O texto original em inglês possui links com referências para todas as pesquisas citadas no texto vale a pena conferir. Muitos destes efeitos, com estudos feitos no Brasil, estão relatados no Dossiê sobre Impactos dos Agrotóxicos na Saúde

A Monsanto investiu no herbicida glifosato e o levou ao mercado com o nome comercial de Roundup em 1974, após a proibição do DDT. Mas foi no final dos anos 1990 que o uso do Roundup se massificou graças a uma engenhosa estratégia de marketing da Monsanto. A estratégia? Sementes geneticamente modificadas para cultivos alimentares que podiam tolerar altas doses de Roundup. Com a introdução dessas sementes geneticamente modificadas, os agricultores podiam controlar facilmente as pragas em suas culturas de milho, soja, algodão, colza, beterraba açucareira, alfafa; cultivos que se desenvolviam bem enquanto as pragas em seu redor eram erradicadas pelo Roundup.

Ansiosa por vender seu emblemático herbicida, a Monsanto também incentivou os agricultores a usar o Roundup como agente dessecante, para secar seus cultivos e assim fazer a colheita mais rapidamente. De modo que o Roundup é usado rotineira e diretamente em grande quantidade de cultivos de organismos não modificados geneticamente, incluindo trigo, cevada, aveia, colza, linho, ervilha, lentilha, soja, feijão e beterraba açucareira.

Do Paraiba.com.br

Com o objetivo de controlar o comércio e o uso abusivo de defensivos agrícolas nas lavouras do estado da Paraíba, o projeto 'Agrotóxicos Controlados', da Gestão Estratégica 2015 do Ministério Público da Paraíba (MPPB), vai instalar no dia 10 de abril o Fórum Paraibano de Combate ao Uso Indiscriminado de Agrotóxico.

O plano de ação desse projeto estratégico foi apresentado aos promotores de Justiça do MPPB nos três encontros regionais promovidos esta semana em eventos promovidos pela Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) da instituição, ocorridos em Campina Grande, na segunda-feira (9); em Sousa, na terça-feira (10); e em João Pessoa, na quarta-feira (11).

O Fórum, sob a coordenação do MPPB, vai contar com a participação da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa), da Superintendência de Administração do Meio Ambiente do Estado da Paraíba (Sudema), Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público Federal (MPF) e de várias organizações não governamentais ligadas ao tema. “Será uma força-tarefa contra esse uso indiscriminado de agrotóxicos”, explicou o promotor de Justiça Raniere da Silva Dantas, coordenador do projeto estratégico.

Ex-agentes da Sucam usavam DDT contra a malária na década de 70. Especialista diz que agentes estão intoxicados por agrotóxicos. Arlete abandonou o ofício de costureira e cuida, há 28 anos, do marido Sebastião que não fala e não anda (Foto: Tácita Muniz/G1)

Tácita Muniz Do G1 AC

Arlete, que era costureira, está há 28 anos  cuidando do marido Sebastião que não fala e não anda  (Foto: Tácita Muniz/G1)

"Tenho certeza que não escapo dessa, já preparei os meus filhos". A frase sai arrastada, entre os dentes de Raimundo Gomes da Silva, que aos 82 anos integra a chamada 'lista da morte', formada por ex-servidores da extinta Superintendência de Campanhas de Saúde Pública (Sucam), que tiveram contato direto com o pesticida Diclorodifeniltricloroetano (DDT), usado para conter o mosquito da malária na região amazônica nas décadas de 70 a 90, no Acre. (Veja galeria de fotos)

O aposentado desenvolveu problemas no coração, rins e tumores. No Acre, o extinto órgão do governo federal possuía cerca de 540 funcionários, dos quais 240 morreram. Até este mês, 15 estão na lista da morte somente em Rio Branco. Sem ter a intoxicação reconhecida pelo poder público, o levantamento é feito pela Associação DDT e Luta Pela Vida, que estima que o número de ex-agentes 'condenados à morte' deve ser ainda maior.

“Imagina um Brasil que ao invés de 150 bilhões para a produção do agronegócio, destinasse esse valor para a agricultura agroecológica. Isso implicaria numa mudança radical dessa situação. Então, o que precisa é uma mudança política”, afirma o biólogo.

 

A nova composição do Congresso Nacional e a chegada deKátia Abreu ao Ministério da Agricultura estão deixando alguns pesquisadores da área da saúde e do meio ambiente, “preocupadíssimos”. Entre eles, Fernando Carneiro, daAssociação de Saúde Coletiva - Abrasco, que atualmente coordena o GT de Saúde e Meio Ambiente da instituição. Segundo ele, as recentes mudanças no quadro político indicam que “as perspectivas de uma desregulamentação na legislação dos agrotóxicos são enormes”. Entre as alterações prováveis, ele menciona a possibilidade de “que se quebre todo o marco regulatório para favorecer a entrada de agrotóxicos no Brasil” e “de que se retire o papel da Anvisa e do Ibama para concentrá-los no Ministério da Agricultura, que já tem o comando do agronegócio”.

Na avaliação do pesquisador, a nomeação de Kátia Abreu para o Ministério da Agricultura “é uma escolha parecida com a que Lula fez quando escolheu seu primeiro ministro, Roberto Rodrigues. A diferença é que Kátia Abreu é uma liderança com um trânsito político e ela tem projetos que passam desde a privatização da Embrapa, como a negação da reforma agrária como pauta para o país”.

 

O coordenador do GT Saúde e Ambiente da ABRASCO concedeu entrevista à Rádio CBN. A jornalista Petria Chaves conversou ao vivo com Fernando Carneiro, neste sábado 17 de janeiro

O objetivo da entrevista era abordar o projeto de lei que proíbe a comercialização e o uso de alguns agrotóxicos no município de São Paulo, o PL 891/2013 e que foi aprovado em 1ª votação na Câmara, no dia 9 de dezembro de 2014. De autoria conjunta dos vereadores Nabil Bonduki (PT), Gilberto Natalini (PV) e Toninho Vespoli (PSOL) o projeto foi criado a partir de uma reivindicação da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, que exige o banimento de determinados agrotóxicos em todo o país, devido à sua toxicidade para os ecossistemas e para as pessoas.

Entretanto, o coordenador do GT Saúde e Ambiente da Abrasco Fernando Carneiro conversou por 12 minutos, ao vivo, no Programa Revista CBN numa matéria intitulada ‘Produção agroecológica tem capacidade de alimentar população com qualidade’, onde comentou vários aspectos da campanha que exige o banimento de determinados agrotóxicos em todo o país e o trabalho que a Abrasco vem desenvolvendo, onde faz um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde dos brasileiros. Carneiro é pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz no Ceará.

Ouça a entrevista na íntegra: 

Do IHU Online

“A opção clara da política agrícola brasileira pelo agronegócio é a grande responsável pela situação”, destaca a agrônoma.

fonte: contraosagrotoxicos.org

Pensar um Brasil que não priorize uma produção agrícola em latifúndios de monoculturas para exterminar o uso de agrotóxicos. É o que propõe Fran Paula, engenheira agrônoma da coordenação nacional da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida em entrevista concedida por e-mail para a IHU On-Line. Para ela, “o agronegócio utiliza largas extensões de terras, criando áreas de monocultivos. Dessa maneira, destrói toda a biodiversidade do local e desequilibra o ambiente natural, tornando o ambiente propício para o surgimento de elevadas populações de insetos e de doenças”. E a priorização por esse tipo de produção se reforça no conjunto de normas que concedem muito mais benefícios a quem adota o cultivo à base de agrotóxicos ao invés de optar por culturas ecológicas. Um exemplo: redução de impostos sobre produção desses agentes químicos, tornando o produto muito mais barato. Segundo Fran, em estados como Mato Grosso e Ceará essa isenção de tributos chega a 100%.

E, ao contrário do que se possa supor, a luta pela redução do consumo de agrotóxicos não passa necessariamente por uma reforma na legislação brasileira. Para a agrônoma, basta aplicar de forma eficaz o que dizem as leis e cobrar ações mais duras de órgãos governamentais. O desafio maior, para ela, é enfrentar a bancada ruralista e sua bandeira do agronegócio, além de cobrar ações que levem à efetivação da Política Nacional de Agroecologia. “A bancada ruralista ocupa hoje mais de 50% do Congresso brasileiro e vem constantemente atuando na tentativa do que consideramos legalizar a contaminação. Isso à medida que exerce forte pressão no governo sobre os órgãos reguladores, dificultando processos de fiscalização, monitoramento e retirada de agrotóxicos do mercado. E, ainda, vem tentando constantemente flexibilizar a lei no intuito de facilitar a liberação de mais agrotóxicos a interesse da indústria química financiadora de campanhas eleitorais”, completa.

Fran Paula é engenheira Agrônoma e também técnica da Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional – FASE. Hoje, atua na coordenação nacional da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida. É um grupo que congrega ações com objetivo de sensibilizar a população brasileira para os riscos que os agrotóxicos representam e, a partir disso, adotar ações para acabar com o uso dessas substâncias.

do Blog do Pedlowsky

WDR SuicideA Organização Mundial da Saúde (OMS) acaba de publicar o seu relatório anual cujo tema é a prevenção dos suicídios que se tornaram um grave problema em escala global.  Um fator que aparece como uma forma disseminada de suicídios é a ingestão de agrotóxicos. Segundo a OMS, o fenômeno do suicídio associado à ingestão desses venenos agrícolas estaria tendo grande ocorrência em países de economias mais atrasadas onde a adoção de agrotóxicos não foi acompanhada das devidas medidas para dificultar o acesso, controlar a venda de agrotóxicos e pela redução do nível de toxicidade dos produtos sendo comercializados.

Pois bem, apesar do Brasil não estar enquadrado como uma economia mais atrasada, a descrição da OMS para a causa dos suicídios por agrotóxicos também é aplicável por aqui, pois os mesmos sintomas de descontrole e despreocupação estão bem evidentes. E, pior, os representantes do latifúndio agro-exportador capitaneados pela dublê de latifundiária e senadora (e a futura ministra da agricultura de Dilma Rousseff) Kátia Abreu (PMDB/TO), estão pressionando para que as normas existentes sejam completamente fragilizadas.

A questão apontada pela OMS já sido identificada em relatórios produzidas pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), mas até o momento o governo federal tem ignorado as demandas para maior regulação e, na prática, tem progressivamente cedido às demandas do latifúndio agro-exportador por mais venenos agrícolas. O resultado é que também no Brasil as taxas de suicídio associadas aos agrotóxicos estão sendo ignoradas, o que é particularmente grave dada a posição do Brasil como maior consumidor mundial de agrotóxicos desde 2008.

Quem quiser ter acesso ao relatório da OMS em espanhol, basta clicar Aqui!

Da Página do MST

O glifosato, também conhecido como “mata-mato”, é o herbicida mais utilizado no Brasil e no mundo.

Comercializado pela Monsanto com o nome de Round Up, o agrotóxico mata praticamente todos os tipos de plantas, exceto as geneticamente modificadas para serem resistentes.

Estudos realizados em todo o mundo confirmam os malefícios do uso do glifosato para o corpo humano, entre eles, está a inibição do Citocromo, uma enzima para o funcionamento natural de muitos sistemas biológicos, a queda nos níveis de triptofano e, consequentemente, serotonina, condição associada ao ganho de peso, depressão, mal de Parkinson e de Alzheimer, aumento de células cancerosas e, por ser considerado um xenoestrogênio (substância sintética que age de forma similar ao hormônio feminino estrogênio), está também associado a casos de puberdade precoce, problemas de tireóide e infertilidade, má-­formação de fetos e autismo.

Recentemente estudos publicados no International Journal of Environmental Research and Public Health sugeriram a ligação do glifosato com a doença crônica renal de origem desconhecida (CKDu, na sigla em inglês), que afeta principalmente os produtores de arroz no Sri Lanka. Essa descoberta fez com que o país fosse o primeiro no mundo a proibir a venda e o uso do pesticida em todo o seu território.

Por Maura Silva
Da Página do MST

O Ministério Público do Estado do Paraná enviou ao Conselho Estadual de Educação uma notificação na qual recomenda a revisão do conteúdo e metodologia utilizados no programa “Agrinho”, promovido pela FAEP (Federação da Agricultura no Estado do Paraná).  

O programa tem como objetivo a formação de professores e dos alunos para a utilização do uso de agrotóxicos, tratando o tema como fator necessário para a expansão da economia agrária no país.

Após analises, o Ministério Público entendeu que o conteúdo metodológico do “Agrinho” omite conteúdos importantes, como a agroecologia, soberania e segurança alimentar, agricultura familiar, biodiversidade dos agroecossistemas, além de comprometer outros aspectos relacionados à funcionalidade e fertilidade dos sistemas fundamentais para a qualidade de vida e sustentabilidade futura.

Outra questão apresentada é que o método de formação de educadores é de alçada e competência do poder público, e não cabe a entidades de qualquer natureza a intervenção neste processo.

Atrelado a isso, o programa contraditoriamente incorpora mensagens subjetivas e até mesmo objetivas muito mais voltadas à racionalização do uso de agrotóxicos, fator que não retrata e condiz com a realidade vivida pela população escolar do campo.

O documento sugere a adoção de medidas que impeçam a participação das escolas, professores e alunos das redes públicas ou privadas de ensino, municipais e estaduais, no Programa.

Até o momento, o CEE do Paraná não se pronunciou sobre o pedido do Ministério Público.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que, anualmente, 500 mil a 1 milhão de pessoas sofrem contaminações graves por agrotóxicos, das quais de 5 a 10 mil casos são fatais. Somente no Paraná, entre 1982 e 1990, mais de nove mil pessoas foram contaminadas por agrotóxicos, determinando a morte de 546 pessoas.

Para conferir o parecer do MP, clique aqui.

“Partido do Agronegócio”

Em recente entrevista à Página do MST, o professor doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rodrigo Lamosa, falou sobre a estratégia de inserção do agronegócio nas escolas públicas do país.

A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), por exemplo, realiza o Programa Educacional Agronegócio na Escola, em que a “associação incorpora os professores da Educação Básica enquanto intelectuais orgânicos de ‘baixa patente’ como verdadeiros funcionários responsáveis por ‘valorizar a imagem do agronegócio’”, observa Lamosa.

Por meio de cursos de formação oferecidos pela ABAG, os professores acabam sendo responsáveis por criarem nas escolas os projetos de valorização da imagem do agronegócio, mediados pela cartilha “Agronegócio: sua vida depende dele”, pelas formações que recebem por meio de palestras e em visitas programadas nas empresas.

Desta maneira, Lamosa, que também é autor do artigo “A Hegemonia do Agronegócio: o capital vai à escola e forma seus novos intelectuais”, acredita que a ABAG se consolidou como o “Partido do Agronegócio” no Brasil.

Nesta quarta-feira (3), Dia Internacional do Não Uso dos Agrotóxicos, militantes e povos indígenas do Tocantins realizaram, em Brasília, um ato público em frente a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), órgão responsável pela avaliação e liberação do uso de transgênicos no Brasil.

(Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida)

O evento é organizado pela Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida, que é uma articulação entre diversos movimentos sociais, sindicatos e setores de toda a sociedade civil. O movimento, entre outras reivindicações,  defende que a CTNBio seja refundada.

Indígenas ocupam plenário da CTNBio em Brasília para denunciar liberação de transgênicos e agrotóxicos

A campanha existe há quatro anos, muito motivada pela mobilização contra os impactos dos agrotóxicos à saúde pública, que atingem diversos territórios e envolvem diferentes grupos populacionais, como trabalhadores e trabalhadoras rurais, habitantes do entorno das fazendas, além de toda a população brasileira, que de um modo direto ou indireto acaba consumindo alimentos contaminados. Desde 2008, o Brasil se consolidou entre os principais consumidores de agrotóxicos do mundo.

Os transgênicos foram apresentados com a finalidade de “revolucionar” a produção de alimentos, proporcionando menos uso de agrotóxicos e menor impacto ambiental.

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