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Nos últimos anos, os drones agrícolas têm sido apresentados pelo setor do agronegócio como uma alternativa moderna e “mais segura” para a pulverização aérea de agrotóxicos, em comparação ao uso de aeronaves tripuladas. Esta tipologia de uso de drones tem crescido de maneira significativa, sem uma regulação efetiva, e sem que a capacidade fiscalizatória da aplicação desta nova tecnologia esteja desenvolvida, o que pode estar ampliando, silenciosamente, a utilização de agrotóxicos no território nacional.

Esta pesquisa busca compreender os impactos dos agrotóxicos em populações vulneráveis, especialmente em comunidades indígenas e camponesas no MS. Apesar de ser hegemonicamente conhecida como uma terra do agro (Chã, 2018), em realidade o estado tem
uma grande diversidade de grupos étnicos – este relatório se concentra especificamente na etnia Guarani e Kaiowá – e comunidades camponesas, quilombolas e ribeirinhas.
O relatório está dividido em duas partes. Na primeira parte, são relatados os materiais e métodos empregados na pesquisa. Na segunda parte, são apresentados os resultados da pesquisa.

É com a dedicação de muitos corações, mãos e mentes que apresentamos a vocês, leitores, esta publicação, especialmente desenvolvida para compartilhar informações sobre os efeitos dos agrotóxicos sobre a saúde reprodutiva das mulheres. Analisaremos as evidências científicas disponíveis que apontam para os perigos associados à exposição a essas substâncias químicas, incluindo seu impacto na fertilidade masculina e feminina, nos ciclos menstruais, nas complicações durante a gravidez, no desenvolvimento fetal e na saúde das crianças.
Espera-se que, ao elucidar essas conexões, este material estimule discussões significativas, promova a conscientização e contribua para a busca de soluções que protejam a saúde reprodutiva e que promovam a justiça socioambiental, com práticas agrícolas mais seguras e sustentáveis, tanto para nós quanto para as futuras gerações.
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